Aprovada recomendação pela discussão pública da obra no eixo central de Almada

Objetivo é que o Executivo municipal promova um amplo esclarecimento público sobre todas as fases do projeto de intervenção na via principal de Almada.

 

A Assembleia Municipal de Almada aprovou esta quinta-feira uma recomendação que pede a abertura de uma discussão pública sobre a intervenção prevista para o eixo central de Almada. Apresentado pelo deputado municipal independente Carlos Guedes, o documento foi aprovado com 20 votos favoráveis (CDU, Bloco de Esquerda e independentes) e 18 abstenções (PS, PSD e CDS-PP).

Inicialmente, a recomendação visava também a suspensão da primeira fase da intervenção, que diz respeito à requalificação das rotundas do MFA e Gil Vicente, aprovada em reunião de Câmara realizada a 15 de fevereiro. Contudo, após contribuições feitas por várias forças políticas, o texto final acabou por centrar a recomendação na promoção de uma informada e esclarecedora discussão pública sobre todas as fases do projeto de intervenção no eixo central de Almada”, de forma a que “todos possam ser ouvidos e possam dar o seu contributo informado”.

 

Recorde-se que após a primeira fase da requalificação (que visa abrir ao trânsito as duas rotundas), a Câmara Municipal de Almada pretende estender a intervenção a todo o eixo central da cidade, desde Cacilhas até à rotunda do Centro Sul.

“É fundamental que o Executivo Municipal faculte aos eleitos e eleitas da Assembleia Municipal, à população, aos comerciantes e demais forças vivas do concelho, informação concreta sobre aquilo que foi aprovado, acompanhada dos respetivos estudos e projetos”, refere o documento aprovado.

Em causa estão os receios de que as mudanças urbanísticas previstas para a via principal da cidade de Almada privilegiem o acesso automóvel ao centro da cidade em deterimento dos modos de mobilidade suave. As dúvidas estiveram na base de uma petição lançada por um grupo de moradores pedindo a “suspensão da proposta de requalificação do Eixo Central da cidade de Almada” e o início de “um processo de esclarecimento e discussão pública”, que soma atualmente perto de 500 subscritores.

 

Moradores pedem suspensão da intervenção no eixo central de Almada

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