Opinião

O sentinela cego da Margueira: a normalização do vazio

Substituir a memória operária e aquela efervescência multicultural que eu testemunhei em criança por um postal de luxo que fala inglês, virado de costas para a cidade sobrevivente que pulsa nas margens, não é modernizar Almada; é desertificá-la espiritualmente.

O luxo do cinema à porta de casa em Almada

Em Almada, fomos ficando com as salas de cinema cada vez mais vazias até que acabaram mesmo por fechar. Em Almada, fomos ficando com as salas de cinema cada vez mais vazias até que acabaram mesmo por fechar. A SFUAP encerrou em 1986, o Piedense nos anos 80, o Cine Incrível em 1993, a sala do Centro Comercial M. Bica em 2000 e a Academia Almadense em 2007. Mas alguns cinemas continuaram a resistir a esta tendência.

207 dias depois: a traquitana ainda não arrancou

Os próximos anos da governação socialista e comunista e as decisões dali saídas são vitais para o futuro do nosso concelho.

Arte Xávega, entre o museu e o mar

Por Geizy Fernandes, deputada municipal em Almada pelo Livre e Rodrigo Diniz, assessor Na Costa de Caparica, a arte xávega não é uma peça de museu. Existem hoje oito companhas...

Metro Sul do Tejo: Entre a promessa do futuro e as falhas inadiáveis do quotidiano

A expansão do metro à Costa da Caparica e Trafaria pode ser uma oportunidade histórica para a Margem Sul. Mas só o será se for feita com transparência, com uma efetiva participação pública e alargada, com respostas concretas às preocupações dos moradores

Almada e o urbanismo do abismo: A “Cidade Invisível” como bomba relógio

Não podemos aceitar que a modernização de Almada se faça a duas velocidades. A segurança não é um privilégio de quem vive na "cidade consolidada": é um direito fundamental.

Almada e o 25 de Abril: de território carente a cidade com futuro

Com o 25 de Abril, não chegou apenas a liberdade. Chegou a possibilidade de construir cidade, de fazer um concelho que pudesse responder às necessidades das populações que o demandavam. E em Almada, esse concelho foi construído.

Almada é uma cidade para os seus jovens ou um museu para o capital?

Gonçalo Mesquita Lopes, Politólogo Eu não quero uma Almada que seja apenas um museu à beira-rio para turistas contemplarem. Quero uma Almada onde o mérito do meu trabalho me permita...

Almada: ossos, torturas e outras abominações fiscais

Para que não subsistam dúvidas: o aluguer de um ossário nos cemitérios de Almada passou de cerca de 7 euros por ano para quase 80 euros anuais. É caso para dizer que nem os mortos têm descanso.

Uma cadeira muda no Hospital Garcia de Orta

Os doentes não desaparecem quando um serviço fecha. Mudam de hospital, e trazem consigo a sua urgência, que pode ser clínica, classificada pelo médico, ou cronológica, imposta pela cadeira.
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