Desocupar hospitais. Base Naval do Alfeite já começou a receber doentes

Estrutura de apoio criada na Base Naval do Alfeite, em Almada, é uma das unidades criadas para libertar camas nos hospitais.

 

A Base Naval do Alfeite, em Almada, já recebeu os primeiros sete doentes infetados com covid-19 que precisam de apoio específico, mas não têm necessidade de internamento hospitalar. Os utentes foram instalados na Estrutura de Apoio de Retaguarda (EAR), localizada na Escola de Tecnologias Navais que, desde sexta-feira, dia 15 de janeiro, conta com um total de 60 camas alocadas a este processo, adiantou ao ALMADENSE fonte oficial da Marinha Portuguesa.

A nova estrutura de retaguarda é uma das 20 unidades criadas um pouco por todo o país para receber doentes com alta clínica mas que precisam de cuidados. De acordo com o Ministério da Administração Interna, o espaço localizado no Alfeite será gerido por pessoal do Serviço Nacional de Saúde e da Segurança Social e irá cobrir a Área Metropolitana de Lisboa, servindo também o distrito de Lisboa.

O objetivo desta rede é libertar camas nos hospitais portugueses, uma vez que estes se encontram muito pressionados devido ao forte aumento de doentes infetados com com Sars-cov-2.

 

Apoio no combate à pandemia

Para além desta nova estrutura, a Marinha Portuguesa conta ainda com um outro Centro de Acolhimento, localizado na Escola de Tecnologias Navais, onde estão atualmente “duas camas ocupadas de um total de 165 disponíveis”. Desde que foi criado, em abril, para ajudar no combate à pandemia, já beneficiaram do centro 78 utentes, destaca ainda a Marinha.

Já o edifício da Messe Residencial daquela Base Naval, colocado à disposição de profissionais de saúde que precisem de isolamento, conta atualmente com duas camas ocupadas.

Ao mesmo tempo, a Marinha mantém também “ações de apoio de sensibilização a lares na zona litoral sul do país”, tendo já apoiado um total de 224 lares. No âmbito do “Trace covid”, que teve início a 2 de dezembro, os militares da Marinha envolvidos realizaram, até ao momento, 7665 inquéritos epidemiológicos, ou seja, estabeleceram contactos com pessoas que deram positivo para a covid-19, e fizeram mais de 19 mil contactos da cadeia de contágio (chamadas realizadas para pessoas que estiveram em contacto com casos positivos).

 

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