A expansão do metro à Costa da Caparica e Trafaria pode ser uma oportunidade histórica para a Margem Sul. Mas só o será se for feita com transparência, com uma efetiva participação pública e alargada, com respostas concretas às preocupações dos moradores
Não podemos aceitar que a modernização de Almada se faça a duas velocidades. A segurança não é um privilégio de quem vive na "cidade consolidada": é um direito fundamental.
Com o 25 de Abril, não chegou apenas a liberdade. Chegou a possibilidade de construir cidade, de fazer um concelho que pudesse responder às necessidades das populações que o demandavam. E em Almada, esse concelho foi construído.
Para que não subsistam dúvidas: o aluguer de um ossário nos cemitérios de Almada passou de cerca de 7 euros por ano para quase 80 euros anuais. É caso para dizer que nem os mortos têm descanso.
Requalificar não pode significar descaracterizar. Investir não pode significar excluir. Modernizar não pode significar apagar. Defendemos um desenvolvimento que una memória, comunidade e sustentabilidade. Um projecto que sirva Almada e não o contrário.
O Parque da Paz é o verdadeiro "pulmão" de Almada. é aquele tipo de refúgio urbano onde o barulho do trânsito da A2 e do IC20 magicamente desaparece, dando lugar a uma serenidade que justifica plenamente o seu nome.
Discutir a segurança em Almada não deveria resumir-se a culpar a distração dos peões ou a falar em fatalidades. Em matéria de prevenção raramente existe apenas um culpado. Existem sistemas que podem ser melhor desenhados.