Marinha produz ventiladores para doar a hospitais do SNS

Protótipo do ventilador foi desenvolvido na Base Naval do Alfeite, em Almada. A produção será levada a cabo em parceira com a empresa Ricardo & Barbosa e conta com uma subvenção atribuída pelo programa Compete 2020.

 

A Marinha Portuguesa vai co-produzir um ventilador mecânico para doar aos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS). O objetivo é que estes sejam utilizados em “unidades de cuidados intensivos”, avançou fonte da Marinha ao ALMADENSE.

Depois de apresentar, em Abril, um protótipo de ventilador de baixo custo desenvolvido pelos militares na Base Naval do Alfeite, em Almada, a Marinha aguarda agora certificação por parte do Infarmed. Provada está a “viabilidade técnica e operacional” do projeto, que vai contar com financiamento procedente do programa Compete 2020, lançado pelo Governo no contexto do combate à Covid-19.

Para completar o processo de produção industrial e entrada no mercado, a Marinha contou com a colaboração de vários parceiros “com valências técnico-industriais”, tendo criado um consórcio para a coprodução do ventilador com a empresa Ricardo & Barbosa, especialista em produção e desenvolvimento de ferramentas mecânicas.

Na atual fase do projeto, o produto não será comercializado, uma vez que “os ventiladores produzidos ao abrigo da subvenção atribuída pelo Compete 2020 serão doados aos hospitais do SNS”, explica a Marinha. Contudo, no futuro a entidade poderá apresentar o ventilador ao mercado, de forma a que este “possa ser comercializado como um produto de tecnologia portuguesa de elevado valor acrescentado”.

O desenvolvimento do protótipo, no qual a Marinha “empregou as suas mais valias técnicas ao nível da inovação”, através de um “posicionamento de cooperação e desenvolvimento”, foi uma das formas encontradas pela instituição para participar no combate à pandemia de Covid-19.

 

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One thought on “Marinha produz ventiladores para doar a hospitais do SNS

  • Setembro 23, 2020 at 10:50 am
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    É de salutar estas iniciativas.
    Se nós temos capacidade e tecnologia, porquê importar do estrangeiro.
    Temos de ser menos dependentes do estrangeiro, e essa necessidade ficou patente com a pandemia, em que tivemos de ficar reféns dos produtos vindos da China, com qualidade altamente duvidosa.
    Parabéns à Marinha Portuguesa.

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