Almada foi dos municípios que menos gastou com a pandemia

Lista das câmaras que mais gastaram na resposta à pandemia é encabeçada por Cascais (17 milhões), Lisboa (8,6 milhões) e Oeiras (4,6 milhões). 

 

A Câmara Municipal de Almada (CMA) gastou desde Fevereiro 397 mil euros em 34 contratos relacionados com a pandemia, indica uma análise do jornal Público aos contratos públicos feitos para responder à Covid-19.

Comparando com os valores despendidos por municípios de dimensão semelhante em termos de população como Oeiras (4,6 milhões de euros), Amadora (1,6 milhões) ou Matosinhos (1,2 milhões), o município liderado por Inês de Medeiros foi dos que menos gastou com a pandemia.

De acordo com os dados disponibilizados pelo diário, o município de Cascais foi o que mais dinheiro investiu para fazer face à Covid-19, com um total de 17,1 milhões de euros. Na lista das câmaras que mais gastaram encontra-se Lisboa, com 8,6 milhões de euros, Vila Nova de Gaia com 2,5 milhões, Sintra com 2 milhões, Loures com 1,7 milhões e Porto com 1,6 milhões de euros.

A Câmara de Almada surge no 26º lugar na lista dos municípios com maior despesa no combate à pandemia, com uma conta inferior à de concelhos como Caldas da Rainha, Olhão, Lagoa ou Castelo Branco.

Os equipamentos de proteção individual (que incluem máscaras, viseiras e vestuário de proteção) representaram o principal investimento feito em Almada, com um valor global de 295 mil euros. Na lista da autarquia constam ainda gastos com produtos de desinfeção e limpeza (40 mil euros), obras e reparações (15 mil euros) e equipamentos médicos (2.500 euros).

O contrato mais avultado do município foi feito em maio, quando a autarquia adquiriu 100 mil máscaras comunitárias reutilizáveis à empresa Hr Protecção, por um valor próximo dos 150 mil euros.

Os dados analisados pelo Público foram obtidos a partir do Portal Base (plataforma onde são publicados todos os contratos públicos) e do Portal de Dados Abertos da administração pública, através de palavras-chave relacionadas com a pandemia de Covid-19.

O jornal consultou mais de 17 mil contratos feitos pelo Governo, autarquias e instituições públicas com empresas privadas para fazer face à pandemia. No período em análise, foram gastos mais de 496 milhões de euros, muitos deles ao abrigo do regime excecional para investimentos relacionados com a Covid-19. A Direção-Geral de Saúde foi a instituição pública que mais gastou (com 105,9 milhões de euros), numa lista em que se segue a Administração Central do Sistema de Saúde (36 milhões) e o Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Norte (18,1 milhões).

Publicado inicialmente em Outubro, o trabalho do Público (feito em parceria com um consórcio de jornalistas de 37 países) foi esta segunda-feira disponibilizado a todos os leitores numa página interativa.

 

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