Liberdade de ser mulher em Almada

Florbela Rosa Barão da Silva, Consultora de Comunicação, fundadora da ViewPoint_PR e coautora do livro Mulheres de Almada                                                                                                                                                                                        

“Elas ouviram falar de uma grande mudança que ia entrar pelas casas.” 

Maria Velho da Costa in Mulheres e Revolução

 

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Neste Dia Internacional da Mulher, no ano em que se assinalam os 50 anos do 25 de Abril, renovo a homenagem às mulheres de Almada que resistiram, que estiveram presas, que fizeram a revolução e conquistaram os direitos pela liberdade de ser mulher, um processo em construção. A ter voz, opinião, independência, de não ser interrompida, de não ser calada, de ter espaço público nos media, na arte, na política, na economia, na participação cívica.  

Recordo aqui o livro “Mulheres de Almada”, que escrevi em plena pandemia e em coautoria com Margarida Pereira-Müller e ilustrado pela Isa Silva, para evocar muitas outras mulheres para além das 49 mulheres de Almada retratadas fazem parte da identidade e memória coletiva dos almadenses.

Mulheres que fazem ou fizeram parte dos modos de viver a cidade no comércio, na restauração, no património e museus, na política autárquica, na pesca, na costura, no trabalho doméstico (como foi o caso da minha mãe) e que arrisco a nomear – Ângela Luzia, Ana Nave, Ana Guerreiro, Ângela Ribeiro, Bibi Gomes, Cláudia Dias, Clara Cunha, Ercília Barros, Helena Peixinho, Lourdes Sério, Luísa Paramés, Margarida Luna de Carvalho, Maria Amélia Moura Pinto Palminha, Margarida Luna de Carvalho, Maria Yvone Faber, São José Correia. Algumas ainda com quem me cruzei na vivencia da cidade e trabalho de pesquisa, como a Noémia dos cafés da Noémia, a tia Bé da restauração cabo-verdiana, a Maria Júlia Duarte na pesca, a Mónica Carvalho do Day Spa. 

A imprensa local e regional desempenha um papel de cidadania, cultiva a proximidade, estimula e conserva laços identitários, culturais e históricos tão importantes nesta meia-idade da nossa democracia.

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As mulheres tiveram e têm um papel relevante também na imprensa local. De Moura Pinto Palminha, diretora e editora do jornal “Margem Esquerda” (1974) até Maria João Morais, jornalista que escolheu a cidade para aqui viver e contar histórias e que há quatro anos alterou o cenário jornalístico local, com o jornal Almadense do qual é diretora, a quem agradeço o convite para escrever.  

 

https://almadense.sapo.pt/opiniao/comprar-livros-em-almada/

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