A Egas Moniz School of Health & Science, localizada na Caparica, em Almada, quer lançar um curso de Medicina “dentro de quatro ou cinco anos”. A ambição é assumida pelo presidente da direção da instituição, José João Mendes, numa entrevista ao ALMADENSE que será publicada na íntegra nos próximos dias.
Segundo o responsável, a criação da licenciatura em Medicina é um objetivo antigo da Egas Moniz, sustentado pela experiência acumulada no ensino e investigação na área da saúde. “Temos capacidade para o fazer. É um projeto que queremos que seja de índole regional”, sublinha.
Para José João Mendes, a preparação pedagógica para o curso já está assegurada. “A base do ensino nós já temos”, afirma, acrescentando que as instalações da instituição “estão preparadas ao nível da anatomia, da fisiologia e da histologia”, áreas que a Egas Moniz leciona há muitos anos. Além disso, a escola dispõe também de um “centro de formação na área médica”, sublinha.
Para acolher o futuro curso, a instituição prevê ainda reforçar as instalações: o projeto passa pela construção de um novo edifício no campus da Caparica. Para esse efeito, a entidade adquiriu recentemente mais terreno, revela o responsável. “Comprámos mais 11 mil metros quadrados”, numa área contígua à Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, cujo campus também se localiza na Caparica.
Admitindo que a criação de um curso de Medicina exige uma forte componente de investigação e ligação a unidades de saúde, José João Mendes considera que a Egas Moniz reúne as credenciais necessárias para obter aprovação. O responsável sublinha que a instituição já forma estudantes em várias áreas da saúde reguladas por ordens profissionais e tem alcançado “reconhecimento em vários rankings naquilo que são as métricas internacionais”.

Referindo a importâcia do ensino clínico, que implica parcerias com hospitais, o responsável destaca a existência na região de “uma rede hospitalar pública capaz de coadjuvar este projeto”, refere.
Entre os potenciais parceiros destaca-se o Hospital Garcia de Orta, em Almada. “O HGO é o principal player pela proximidade, tamanho e dimensão”, aponta, sem excluir também o envolvimento do Hospital do Barreiro, do Hospital de Setúbal e ainda de unidades privadas.
Apesar da intenção, a proposta formal ainda não foi apresentada, mas José João Mendes acredita que a Egas Moniz já conta com um “grau de maturidade elevado”, que lhe vai permitir avançar com o objetivo. De resto, o responsável diz não compreender eventuais obstáculos ao projeto. “Não entendemos que possa haver qualquer resistência em relação à abertura do curso”, conclui.
Esta é uma das novidades reveladas por José João Mendes em entrevista ao ALMADENSE, na qual aborda também temas como o papel da Egas Moniz na comunidade e no Almada Innovation District. A entrevista será publicada na íntegra nos próximos dias.
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