Inês de Medeiros reforça vitória em Almada, sem maioria absoluta

PS reforça posição na Câmara de Almada, elegendo cinco vereadores, enquanto a CDU mantém quatro. Nuno Matias (PSD) e Joana Mortágua (Bloco de Esquerda) também foram eleitos.

 

Inês de Medeiros (PS) foi reeleita este domingo presidente da Câmara Municipal de Almada com 39,8% dos votos. A autarca conseguiu reforçar a vitória obtido há quatro anos, aumentando de quatro para cinco o número de eleitos. Se em 2017 os socialistas arrebataram aos comunistas o bastião almadense por pouco mais de 400 votos, desta vez a vitória foi expressiva, com uma diferença de 10 pontos percentuais em relação à CDU.

No discurso de vitória, Inês de Medeiros dirigiu uma palavra à equipa de vereadores que a acompanha: “Já estão todos a arregaçar as mangas, prontos para continuar o trabalho, com entusiasmo redobrado, conscientes de que estamos a ir pelo bom caminho”.

 

“Almada é uma terra extraordinária”, afirmou a autarca. “Tínhamos dito há quatro anos que Almada tinha que reencontrar a sua centralidade na área metropolitana de Lisboa e, de facto, hoje Almada é a terra do futuro da área metropolitana de Lisboa”, sublinhou.

No entanto, num Executivo composto por 11 vereadores, os socialistas não conseguem alcançar a maioria absoluta, precisando de acordos com outras forças políticas para assegurar a governação. Durante a campanha eleitora, Inês de Medeiros garantiu que iria falar com todos os partidos, mas reconheceu que o diálogo poderá ser mais fácil com o PSD, com quem governou no anterior mandato.

 

CDU aquém do objetivo

Num dos concelhos que se antecipava dos mais disputados destas eleições, Inês de Medeiros acabou por se distanciar de Maria das Dores Meira, em quem a CDU havia depositado a esperança de reconquistar o antigo feudo. Os comunistas alcançaram 29,6% dos votos, mantendo os mesmo quatro vereadores eleitos há quatro anos.

Em terceiro lugar ficou a coligação de centro-direita Almada Desenvolvida (que junta PSD, CDS-PP, Aliança, MPT e PPM). A formação recuou dos 14% alcançados em 2017 para os 10,7% este domingo. O partido foi o mais penalizado em número de vereadores, uma vez que perdeu um dos dois vereadores eleitos há quatro anos: apenas o cabeça de lista Nuno Matias se mantém no Executivo Municipal, ficando Miguel Salvado de fora.

Admitindo que o resultado foi “dececionante”, o líder da coligação de centro-direita reconheceu ter ficado com “um sentimento amargo”, depois do “grande trabalho que todos os almadenses foram testemunhas” nos últimos quatro anos, afirmou à agência Lusa.

Por sua vez, Joana Mortágua consegue assegurar a reeleição como vereadora, apesar do Bloco de Esquerda também piorar o resultado obtido há quatro anos: desceu dos 9,6% para os 6,8%. Ainda assim, a candidata bloquista acredita que cumpriu os dois principais objetivos em Almada: “derrotar a direita e manter a vereação”.

“Conseguirmos manter a vereação em Almada é muito importante para nós, sabíamos que a pressão do voto útil era muito forte, porque aquela tensão PS/CDU era muito forte. Apesar disso, conseguimos manter uma posição e continuamos a ser um fiel da balança e isso, para nós, é um motivo de felicidade”, afirmou Joana Mortágua à agência Lusa.

Os restantes três candidatos à Câmara de Almada não conseguiram eleger representantes no Executivo municpal, com o Chega a fixar-se nos 5,6%, o PAN a alcançar 2,3% e a Iniciativa Liberal 1,9%. Confira os resultados:

 

resultados-autarquicas

Fonte: Secretaria Geral do Ministério da Administração Interna.

 

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One thought on “Inês de Medeiros reforça vitória em Almada, sem maioria absoluta

  • Outubro 2, 2021 at 1:01 pm
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    É indiscutível a vitória de Inês de Medeiros na cidade de Almada.

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