160 moradores regressam a Porto Brandão duas semanas depois de terem sido retirados

Reabertura dos acessos rodoviários e reposição dos transportes públicos permitiram o regresso de 74 famílias à localidade. Já os moradores da Azinhaga dos Formozinhos, não poderão regressar.

Duas semanas depois da evacuação total, 160 moradores de Porto Brandão regressaram às suas casas no dia 26 de fevereiro. No seu conjunto, voltaram à localidade 74 famílias, de acordo com números fornecidos ao ALMADENSE pela Câmara Municipal de Almada.

Os residentes tinham sido retirados no dia 11 de fevereiro, na sequência de derrocadas de grandes dimensões provocadas pelas intensas chuvas que assolaram o concelho e deixaram a estrada de acesso completamente intransitável. Por esse motivo, a autarquia e a Proteção Civil decidiram evacuar totalmente a localidade por razões de segurança.

O regresso tornou-se possível após os trabalhos de desobstrução e remoção de destroços realizados pela autarquia, que permitiram assegurar a reabertura da rua 1.º de Maio, a única via de acesso a Porto Brandão. A intervenção, que representou um investimento municipal estimado em 2,6 milhões de euros, garantiu as condições necessárias para a circulação em segurança e para o restabelecimento da normalidade no território.

Com os acessos repostos, também os autocarros da Carris Metropolitana voltaram a circular no Porto Brandão. Também a ligação fluvial assegurada pela Transtejo, foi igualmente retomada. A par dos transportes públicos, os restaurantes da zona retomaram a sua atividade habitual, num sinal claro de regresso progressivo à normalidade na localidade ribeirinha.

 

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359 moradores da Azinhaga dos Formozinhos não podem regressar

Já os moradores da Azinhaga dos Formozinhos, na parte alta de Porto Brandão, não poderão regressar às suas casas. De acordo com fonte da Câmara Municipal de Almada, um total de 359 pessoas foram retiradas das habitações devido ao risco de derrocada.

Ao contrário do que sucedeu na frente ribeirinha, na zona alta do Porto Brandão não estão reunidas condições de segurança que permitam o regresso da população.

De resto, a autarquia ordenou mesmo a demolição das construções, por se encontrarem implantadas em área classificada como Reserva Ecológica Nacional (REN), consideradas ilegais e não passíveis de processo de legalização.

Câmara de Almada manda demolir casas na Azinhaga dos Formozinhos. Moradores sentem-se “angustiados”

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