EXPO FCT trouxe mais de 5 mil estudantes à Caparica: “o ambiente que se vive na faculdade faz a diferença”

Ao longo dia, os mais de 5 mil estudantes do ensino secundário puderam explorar o campus, assistir a demonstrações e, ainda, conversar com estudantes e docentes da faculdade.

Por volta das 9h30, desta quarta-feira, dia 15 de abril, já Leonor, Francisca e Matilde passeavam pelo campus da Faculdade de Ciências e Tecnologia, da Universidade Nova de Lisboa (NOVA FCT), no Monte da Caparica. Saíram bem cedo da Escola Secundária Marquesa de Alorna, em Almeirim, em Santarém, para poderem marcar presença na 18ª edição da Expo FCT.  “Vai ser um dia importante, porque me vai ajudar a esclarecer algumas dúvidas, até porque é uma das universidades para a qual estou mais inclinada”, revela Francisca Moniz ao ALMADENSE.

As estudantes do 12º ano fazem parte dos mais de 5 mil estudantes que aproveitaram este dia aberto para conhecer uma das faculdades de referência no país na área das ciências e da tecnologia, mas também a oferta educativa. Ao longo dia, os alunos do ensino secundário puderam, não só explorar o campus, mas também conversar e ter um contacto direto com estudantes e professores do ensino universitário. Para além das atividades diretamente relacionadas com os cursos, os alunos de ensino secundário desfrutaram de várias atividades lúdicas e desportivas, organizadas pelos núcleos e pela Associação de Estudantes.

Em frente ao Edifício X, destinado à Matemática, num dos vários balcões de informação espalhados pela faculdade, encontramos Tiago Nunes. O estudante de doutoramento em Matemática é um dos mais de 400 alunos da faculdade que se voluntariaram para receber os alunos do ensino secundário. Com um t-shirt azul que diz “eu mostro o caminho”, o estudante encaminha os mais jovens em função dos cursos que estes procuram. “Os Departamentos de Ciências da Vida e de Engenharia do Ambiente são aqueles que têm mais procura, mas também existem muitos alunos a perguntar sobre física”, diz ao ALMADENSE.

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Dia Aberto da NOVA FCT recebeu milhares de estudantes do secundário. Foto: NOVA FCT

É precisamente do outro lado da estrada, no Edifício I, que acolhe o Departamento de Física, que se encontram Afonso Martins e Tiago Veríssimo. Alunos de Engenharia Física estão a realizar uma pequena demonstração de uma catapulta elétrica construída pelos alunos do departamento. Aos mais interessados, Afonso explica como é que a catapulta funciona. “Tem um eletroíman, alimentado por uma bateria, e depois quando se clica no botão, ele para de fornecer energia e solta a catapulta”. O estudante reconhece que esta é uma das formas de mostrar o que se faz no curso.

Para além de dar a conhecer os cursos e aquilo que se faz em cada um, para Afonso, este dia aberto é uma oportunidade para os mais jovens “conhecerem a faculdade e o seu ambiente”, até porque “é o ambiente que se vive na FCT” que a diferencia de outras faculdades da mesma área.

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José Júlio Alferes, diretor da NOVA FCT, reconhece a importância destas iniciativas. “É um serviço público para mostrar ciência, mostrar tecnologia, mostrar engenharias”, conta ao ALMADENSE. “É importante abrir os laboratórios e ter atividades que sejam apropriadas para estas idades, para que possamos fazer crescer o bichinho das ciências e das engenharias”, acrescenta.

Para além das especificidades dos cursos, uma das preocupações das estudantes de Almeirim é o alojamento. De visita à Caparica, Matilde Castro conta que, durante o dia, pretende perceber “onde é que os estudantes normalmente ficam alojados, mas também qual a média de preços”, admitindo que este pode ser um fator decisivo na escolha da faculdade.

O diretor da FCT reconhece esta preocupação nos futuros estudantes e explica que a faculdade tem procurado mitigar o problema, aumentando a oferta disponível. “Para além da residência que esteve em reabilitação e que já abriu, estamos a construir uma nova residência pública na zona sul do campus”, diz. Segundo José Júlio Alferes, a nova residência, construída com verbas do Plano de Recuperação e Resilência (PRR), estará pronta até dia 31 de agosto de 2026 e terá mais 202 camas. Será, ainda, construída, uma residência privada, que terá cerca de 240 camas.

Por volta do meio-dia, a maioria dos estudantes do ensino secundário começa a preparar-se para almoçar. Com o leve calor que se ia sentido no Monte da Caparica, muitos optam por se sentar no relvado ou nas mesas espalhadas pelo campus para recarregar energias, de forma a continuar a explorar a faculdade durante a tarde. Ao final do dia, os alunos regressam a casa, alguns com a expectativa de voltarem a entrar no campus como estudantes universitários.

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