Reposição de areia limita acesso às praias da Costa da Caparica até junho. Conheça o calendário

Trabalhos decorrem de norte para sul e incluem deposição de 1 milhão de metros cúbicos de areia. Obra está orçada em 9 milhões de euros.

O acesso às praias da Costa da Caparica vai estar condicionado pelo menos até ao mês de junho devido aos trabalhos de reposição de areia na frente atlântica do concelho de Almada, que tiveram início esta semana.

A intervenção, promovida pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), arrancou com a reinstalação da chamada linha de repulsão de areia na praia de São João da Caparica, trabalhos que deverão ficar concluídos ainda no decorrer desta semana.

Já a partir de 20 de abril, entra em funcionamento a fase mais visível da operação, com recurso a dragas para a transferência de sedimentos, numa operação que deverá prolongar-se até meados do mês de junho. Durante este período, as praias serão intervencionadas de forma progressiva, no sentido norte-sul, começando em São João da Caparica e terminando na Nova Praia, o que vai implicar o condicionamento do acesso às várias praias, informou a Câmara de Almada.

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Praia de São João da Caparica após as tempestades ocorridas no início do ano. Foto: Maria João Morais / Almadense

Com um investimento na ordem dos 9 milhões de euros, a obra regressa à Costa da Caparica após um inverno marcado por significativa perda de areia e recuo da linha de costa. Recorde-se que a intervenção chegou a estar prevista para o outono passado, mas acabou suspensa em novembro de 2025 devido às “condições meteorológicas adversas”, que inviabilizaram a execução segura dos trabalhos.

A empreitada que agora recomeça contempla a deposição de cerca de 1 milhão de metros cúbicos de areia ao longo da faixa costeira, num prazo estimado de execução de 60 dias. O objetivo é mitigar a erosão costeira e o risco para pessoas e bens, melhorar a estabilidade da linha de costa, reduzir a vulnerabilidade ao galgamento e à inundação e proteger obras de engenharia costeira, como os esporões”, sublinha a Câmara Municipal de Almada.

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Os sedimentos utilizados são provenientes da zona de entrada do estuário do Tejo, mais concretamente do Canal da Barra Sul, numa operação realizada em articulação com a Administração do Porto de Lisboa (APL).

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