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Almada

Porto Brandão: 400 pessoas foram evacuadas devido ao risco de derrocadas

Autarquia de Almada assegurou o realojamento de 160 dos moradores retirados do Porto Brandão.

 

Um total de 400 pessoas foram evacuadas do Porto Brandão, em Almada, na sequência do risco de deslizamento de terras. A informação foi avançada no final da tarde de quarta-feira, dia 11 de fevereiro pelo comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, que explicou, em conferência de imprensa, que a entidade teve que “proceder à evacuação dos residentes todos de Porto Brandão, assim como da empresa ETC”.

Do conjunto de pessoas retiradas de Porto Brandão, 160 foram realojadas pelo município de Almada, adiantou a presidente da Câmara Municipal, Inês de Medeiros, esclarecendo que, ao final da tarde de quarta-feira, já não permanecia ninguém na localidade. “A arriba está a deslizar a olhos vistos”, afirmou a autarca, sublinhando que não é possível, nesta fase, avançar qualquer previsão para o regresso dos moradores às suas habitações.

Citada pela agência Lusa, Inês de Medeiros salientou que, perante este cenário, o município decidiu retirar “todas as pessoas e empresas que se encontravam em Porto Brandão”, devido ao risco de deslizamento de terras nas arribas.

No ponto de situação sobre a operação de retirada de pessoas e bens, a presidente da câmara adiantou ainda que foram asseguradas soluções de acolhimento também para animais, nomeadamente 25 cães, quatro gatos e 16 pássaros. A autarca agradeceu a colaboração da população, destacando a forma ordeira como os moradores “perceberam que isto é uma situação de prevenção que não podia ser adiada”.

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Considerando Porto Brandão como a situação mais preocupante do concelho de Almada em matéria de deslizamentos de terras, Inês de Medeiros referiu que o caso estava a ser acompanhado há mais de uma semana. Acrescentou ainda que, neste momento, nada pode ser feito relativamente ao movimento das terras, sendo necessário aguardar, uma vez que não existe qualquer tipo de operação possível no local.

“Infelizmente tenho de pedir às pessoas que tenham paciência porque, neste momento, não há possibilidade de dar resposta de quando poderão voltar”, afirmou.

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