Manifestantes denunciam condições precárias com problemas na eletricidade, pavilhão desportivo e refeitório, numa escola com cerca de 700 alunos.
Cerca de 80 pessoas manifestaram-se esta quarta-feira junto à Escola Básica da Trafaria, alertando que a unidade se encontra “em péssimas condições”, afetada desde outubro por falhas constantes de eletricidade, que comprometem o funcionamento diário da escola.
Recentemente, uma funcionária chegou a registar 70 interrupções de luz num único dia, situação que torna “impossível trabalhar em segurança”, relatou ao ALMADENSE Daniel Martins, dirigente do Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (STOP), que participou no protesto. “A secretaria não funciona normalmente, os professores não conseguem imprimir ou usar computadores e projetores”, acrescentou.
Em pleno inverno, a porta da rua é, muitas vezes, mantida aberta para permitir a entrada de claridade, deixando entrar ar frio que agrava ainda mais a falta de aquecimento numa escola com cerca de 700 alunos.
Além dos problemas elétricos, os profissionais da Escola Básica denunciam também que o pavilhão desportivo apresenta infiltrações, enquanto o refeitório, onde almoçam os alunos da unidade de ensino, fica frequentemente “alagado”.
Relembrando que muitos dos alunos da escola são provenientes de contextos socioeconómicos difíceis, Daniel Martins sublinha que “a escola deveria ser um porto seguro”, e lamentando que atualmente isso não se verifique.
De acordo com o sindicato, a situação já foi comunicada à Câmara Municipal de Almada e ao Ministério da Educação, mas até ao momento não houve qualquer resposta.
Reconhecendo que a Escola Básica da Trafaria já tem aprovado e orçamentado um projeto de requalificação e ampliação no valor de 1,3 milhões de euros, Daniel Martins considera a intervenção “bem-vinda”, mas questiona “em que condições” alunos e profissionais vão permanecer até à conclusão das obras.
Pavilhão da Escola António Gedeão, em Almada, encerrado por questões de segurança






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Com tantos milhões para a reclassificação mais vale construírem uma nova. Vergonhoso!