Os preços das casas em Almada voltaram a subir no primeiro trimestre de 2026, atingindo um preço médio por metro quadrado de 3.418 euros, segundo os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), analisados pelo ALMADENSE. Este aumento representa uma subida de 16,5% face aos valores praticados no mesmo período do ano passado, quando o preço médio por metro quadrado, em Almada, rondava os 2933 euros. Na prática, este acréscimo significa que em março de 2026 se pagava mais 485 euros do que no mesmo período do ano passado.
Já em relação ao trimestre anterior, ao quarto trimestre de 2025, os preços médios das casas por metro quadrado, em Almada, nos três primeiros meses de 2026, registaram um incremento de cerca de 3%, subindo dos 3.311 euros para os 3.418 euros.
Ainda segundo os dados divulgados pelo INE, os compradores estrangeiros pagam mais pelas casas em Almada do que os residentes. Em março, nos últimos 12 meses, um comprador residente em Portugal pagou cerca de 3.262 euros por metro quadrado, enquanto que os compradores residentes no estrangeiro a pagaram 3.528 euros. Ou seja, os estrangeiros desembolsaram em média mais 266 euros do que um residente em território nacional.
O concelho de Almada continua a seguir a tendência nacional de aumento dos preços das casas. No conjunto do país, no primeiro trimestre de 2026, o preço médio por metro quadrado situava-se nos 2.337 euros, uma subida de 19,8% face ao mesmo período do ano passado. Contudo, este valor é inferior aos praticados em Almada e em muitos concelhos do país com mais de 100 mil habitantes.
Face ao trimestre anterior, Almada manté-se como quinto concelho mais caro da Área Metropolitana de Lisboa (AML), permanecendo apenas atrás de Lisboa (5.292 euros), Cascais (5.000 euros), Oeiras (4.511) e Odivelas (3.721 euros), que mantêm, igualmente, as mesmas posições.
Em comparação com os concelhos da Península de Setúbal, Almada está acima dos valores médios praticados na região (2.996 euros) e continua a apresentar os valores médios por metro quadrado mais elevados, seguindo-se de Sesimbra (3.111 euros) e do Seixal (3.061), este último tendo ultrapassado a barreira dos três mil euros neste primeiro semestre de 2026.
Preços das casas disparam em Almada com aumento de 19% num ano




