A presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros, admitiu “a intenção” de compensar os moradores do concelho de Almada pela falhas no abastecimento de água.
Em entrevista ao NOW, Inês de Medeiros garantiu que a autarquia poderá vir a compensar os moradores do concelho de Almada pelas falhas no abastecimento de água, explicando que só será feito quando a situação estiver estabilizada. “Só quando tiverem sido feitas as contas finais, é que vão ser tomadas decisões sobre uma possivel compensação aos moradores de Almada”, assegurou esta segunda-feira, dia 13 de julho.
Já sobre uma possível demissão do presidente do SMAS, a presidente da Câmara Municipal de Almada considera que a entidade tem uma equipa “ultra qualificada”, mantendo a confiança em Luís Palma. Inês de Medeiros recusou, ainda, a sua demissão da liderança da autarquia.
Questionada pela ação do governo, a presidente da autarquia diz ter sentindo-se “ofendida com a primeira entrevista da ministra do Ambiente” e que, apesar de a situação que se está a viver em Almada “ser grave, acredita que a mesma foi “empolada pelo Governo para tentar fugir da polémica do exames nacionais”.
Inês de Medeiros reconhece, apesar disso, o apoio da ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, na resolução da situação, já que, tal como a colaboração com várias entidades, nomeadamente a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e a Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR), este foi importante para acelerar o processo de construção de um novo furo.
A autarquia revela que, em março, “mal se começou a perceber” que se estava a registar um aumento do consumo de água, a autarquia “lançou a prospeção” de novos furos, no entanto, o processo acabou por ser acelerado, nas última semana, devido “à presença da ministra”, já que “normalmente a construção de um novo furo demora cerca de dois a três meses”.
A presidente da Câmara Municipal de Almada garantiu, também, que desde quinta-feira, quando foi decretada Situação de Alerta no concelho, “que não existe falta de água não programadas” e reforçou que a situação se vai estabilizar “dentro de duas ou três semanas”.
Presidente do SMAS também admite desconto na fatura da água
Também Luís Palma, presidente dos SMAS de Almada, admite a possibilidde de existir uma compensação aos moradores do concelho de Almada pelas falhas no fornecimento de água, nomeadamente através de um desconto na fatura de água.
Em declarações à TSF, o presidente do SMAS diz que a compensação dos munícipes pelas falhas de água está ser analisada, mas que não pode dar prazos quanto à sua decisão. “Não queremos dizer que vamos fazê-lo, mas, naturalmente, temos de avaliar isso com um conjunto de outras entidades. Há exigências que também nos são feitas e, independentemente de outras vontades que possamos ter, vai implicar uma decisão que tem de ser enquadrada na lei.”, explica.
Já sobre os novos furos de captação de água, Luís Palma reconhece, ainda, que estes estão a reforçar a rede de abastecimento no concelho, aumentando “a capacidade de captação de água em cerca de, se somarmos os dois, 120 metros cúbicos por hora“.
Segundo o presidente dos SMAS de Almada, durante o fim de semana, “as interrupções programadas não se fizeram sentir”. “Ou seja, as nossas populações não sentiram essas interrupções programadas que estão a ser feitas no quadro de uma avaliação para haver uma recuperação de abastecimento dos nossos reservatórios e para que as populações possam todas ter água”, desenvolve.
A Câmara Municipal de Almada decretou, na semana passada, Situação de Alerta no concelho, para responder à crise no abastecimento de água que se tem registado nas duas últimas semanas. Nesse sentido, foram tomadas várias medidas que restrinjam o consumo e utilização de água, como a interrupção total do abastecimento de água entre as 22h e as 6h em algumas freguesias, o encerramento temporária de várias piscinas municipais e, ainda, a proibição de de utilização de água da rede pública para usos não essenciais.
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