A Trafaria e a Costa da Caparica recebem, entre os dias 15 e 19 de abril, a segunda edição do SUL – Festival Internacional de Artes Performativas, dedicado ao teatro documental.
Coproduzido pela Associação Histórias do Sul e pela companhia de teatro Hotel Europa, o festival procura assumir-se como “um espaço de criação e reflexão artística sobre questões centrais da sociedade contemporânea”, explica a organização na nota de apresentação do festival.
Sob o tema “Resistências”, edição deste ano pretende celebrar figuras inspiradoras e pessoas que desafiam o panorama atual e estão no centro de lutas políticas, económicas e sociais.
Abordando temas como a memória coletiva, democracia, colonialismo e resistência ao fascismo e totalitarismo, o festival parte “da vontade de dar visibilidade a artistas que trabalham a partir de histórias e acontecimentos reais”, reunindo “espetáculos, conversas, concertos e workshops que recorrem a metodologias documentais”, pode ler-se.
A abertura acontece na quarta-feira, dia 15 de abril, às 11h, com o espetáculo “O que é que os meus pais fazem quando não estão comigo?”, que decorre nos Recreios Desportivos da Trafaria – Casino. Apresentada pela companhia Hotel Europa, a peça explora, de forma divertida, o tempo em que pais e filhos não estão juntos, numa sessão reservada a escolas.
O primeiro dia fica marcado, ainda, pela apresentação, na Casa do Cais, na Trafaria, às 20h, dos resultados das Resistências Artísticas Internacionais, desenvolvidas no âmbito do programa Ibercena, um Fundo de Apoio às Artes Cénicas Ibero-americanas.
No segundo dia (16 de abril), são apresentados, no espaço Recreios Desportivos da Trafaria – Casino, os espetáculos “Canção de Embalar”, de Paulo Quedas, às 20h, e “Ensaio para Auto-retrato”, de Ivone Fernandes-Jesus e Joana Campos, às 21h. Após cada sessão, acontecem conversas com os artistas.
A sexta-feira, dia 17 de abril, inicia-se, no Parque Urbano Santo António, com duas sessões do espetáculo “Anti-Pricensas – Frida Kahlo”, a primeira às 11h e a segunda às 14h, ambas reservadas a escolas.
À noite, às 21h, de volta aos Recreios Desportivos da Trafaria – Casino, Cécile da Costa apresenta “Roselyne”, uma peça que, através de linguagens diferentes, explora a memória, a perda e a vida de mulheres que se dedicam aos outros, esquecendo-se delas próprias. Após o espetáculo, decorre, igualmente, uma conversa com a artista. A fechar o terceiro dia, Mariana Camacho sobe ao palco, às 22h, para apresentar o seu mais recente álbum “O tempo de baixo, o tempo de cima ou o mundo está a girar”.
Já no sábado, dia 18 de abril, a programação continua, de manhã, às 9h30, com um workshop de Teatro Físico, orientado por Cécile Costa, na Associação MAR, na Costa da Caparica. À tarde, decorre, às 15h, uma conversa, moderada pela jornalista Cláudia Galhós, que pretende celebrar os 10 anos da companhia Hotel Europa, que tem explorado as fronteiras entre teatro, dança e performance. A noite inicia-se, às 21h, com a apresentação da peça “Passaporte”, interpretada por André Amálio, Cheila Lima e Tereza Havlíčková, e culmina, às 22h30, com Nelson Makossa e o DJ set “África em Vinil”.
O último dia (19 de abril) arranca com workshops abertos ao público, nos Recreios Desportivos da Trafaria – Casino, de Dança Cigana (9h30), com Beatriz Conceição, Hip-Hop e Krump (11h30), com Dougie Knight, e Teatro Documental (14h), com André Amálio e Tereza Havlícková.
O dia continua com um concerto, às 17h, no Coreto da Trafaria, da Banda Filarmónica da Sociedade Musical Trafariense, e, às 18h, com a peça “Amílcar Geração”, escrita por Guilherme Mendonça e dedicada ao político da Guiné-Bissau e Cabo Verde, Amílcar Cabral. O encerramento da segunda edição do SUL acontece nos Recreios Desportivos da Trafaria – Casino, com o concerto do grupo Džezva, às 19h30.
A entrada no festival está sujeita a reserva, que pode ser realizada online, e à lotação de cada espaço, mediante donativo.
Texto: Mariana Aleixo
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