“Hipólito”, de Eurípides, no Teatro de Almada a partir de 4 de fevereiro

Espectáculo é protagonizado por Cláudio da Silva, no papel de Hipólito, e Teresa Gafeira, como Fedra.

 

O Teatro Municipal Joaquim Benite apresenta, a partir desta sexta-feira, dia 4 de fevereiro, a tragédia “Hipólito”, de Eurípides, que estará em cena até 20 de fevereiro.

Trata-se de uma criação da Companhia de Teatro de Almada (CTA) que, no ano passado, abriu a 38º edição do Festival de teatro de Almada, onde contou com três representações.

O espectáculo é protagonizado por Cláudio da Silva, no papel de Hipólito, e Teresa Gafeira, como Fedra. A encenação está a cargo de Rogério Carvalho, que procurou construir “um novo ponto de vista” sobre a tragédia em torno de Hipólito e Fedra, quinze anos depois de ter dirigido, também para a CTA, “Fedra” de Racine.

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Esta nova criação da CTA retrata o caso de devoção de Hipólito à deusa da caça, Ártemis, o que provoca a ira de Afrodite, deusa do amor. Esta, para se vingar, faz com que Fedra, esposa do seu pai, Teseu, se apaixone pelo enteado. Esta ação desencadeia vários acontecimentos trágicos, envolvendo paixões proibidas, acusações de violação e suicídio.

A peça aborda ainda o desejo amoroso de uma madrasta pelo seu enteado, um tema que continua tão polémico atualmente como no tempo em que Eurípides escreveu Hipólito. Na peça outros temas são abordados, como a posição social da mulher, a ação humana perante o divino, a inocência, a arrogância ou a injustiça.

Com Hipólito, o teatro de Almada retoma ainda as Conversas com o Público, aos sábados, às 18h, no foyer do TMJB. Depois da primeira sessão (no dia 29 de janeiro), seguem-se as conversas nos dias 5, 12 e 19 de fevereiro, em que os espectadores terão a oportunidade de conversar com José Pedro Serra, docente da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, para um período de reflexão, que permita um melhor entendimento da peça.

 

Texto editado por Maria João Morais.

Fotografia: Rui Mateus

 

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