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Almada

O movimento associativo almadense não pode ficar para trás

Joaquim Judas, vereador da CDU na Câmara Municipal de Almada                                                                                                                                                         

É pena que a atual maioria PS não compreenda a importância da autarquia que dirige em contribuir para dotar dos necessários meios o movimento associativo

 

Portugal tem resistido à epidemia que desde há meses assola o mundo graças à oportunidade das medidas tomadas no plano sanitário, ao papel central desempenhado pelo Serviço Nacional de Saúde, à elevada competência e dedicação dos profissionais de saúde e outros da designada “linha da frente” e à adesão da população às recomendações da Direção Geral de Saúde.

No plano local, as autarquias, de uma maneira geral, dão um importante contributo para o resultado alcançado.

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Importa agora ir dando passos no sentido da retoma da vida económica e social tão duramente afetada com graves consequências na vida dos trabalhadores e das populações.

Naturalmente que as maiores responsabilidades cabem ao Governo. No plano local, as autarquias, beneficiando da sua proximidade às populações e do conhecimento das particularidades de cada comunidade têm também a sua quota parte de responsabilidade, no âmbito das suas competências e recursos, para impulsionar os agentes locais num caminho de progresso e bem-estar que urge tomar.

Almada teve, com a CDU, uma tradição de dezenas de anos de boa gestão autárquica que lhe permitiu manter, criar e aumentar recursos que fizeram desta margem o reconhecido “lado certo” mesmo quanto teve que enfrentar as catastróficas consequências económicas e sociais do encerramento dos grandes estaleiros e outros sectores fabris e dos sectores de atividade que lhes estavam associados.

Essa Almada resiliente, heroica na sua resistência, visionária na sua ambição, livre e diversa no seu sentir e agir e generosa na sua entrega à superação de dificuldades e obstáculos continua cá, sempre disponível para começar de novo, as vezes que forem necessárias, pulsando nas suas associações e agrupamentos de todos os tipos e para todos os fins, que fizeram de nós a, até agora, reconhecida “Capital do Movimento Associativo”.

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É com essa força voluntariosa e solidária de milhares de agentes educativos, culturais, desportivos e de intervenção social e cívica que sempre esteve, está e estará na linha da frente, que Almada precisa de continuar a contar para vencer com sucesso os novos e gigantescos obstáculos que agora lhe são colocados.

Pena é que a atual maioria PS não compreenda a importância das autarquias que agora dirigem, na Câmara Municipal e em Juntas de Freguesia, em contribuir para dotar dos necessários meios o movimento associativo permitindo-lhe mobilizar a enorme capacidade de realização que comprovadamente este transporta consigo.

Perante a proposta concreta, apresentada pela CDU, de criação de um Fundo de Emergência para apoio ao movimento associativo que lhe permita de imediato resolver problemas urgentes de tesouraria, manter as suas estruturas e relançar a atividade, dotado de um milhão de euros, perfeitamente ao alcance das disponibilidades financeiras do município, depois de uma semana de reflexão, o PS respondeu com uma proclamação na comunicação social sem qualquer eficácia institucional, a cujo cumprimento não está obrigada, e conformou-se a apresentar para aprovação em reunião na Câmara uma proposta de dotação global de 200 mil euros associada a uma confinada disponibilidade efetiva de cerca de mil e quatrocentos euros a grandes instituições com orçamentos anuais de 2 milhões de euros.

O Governo e a maioria PS em Almada terão que acabar por ceder. Para isso contribuirá decisivamente a evidência do papel desde sempre desempenhado pelo Movimento Associativo e pelos seus ativistas e a força, firmeza, vontade e unidade que este sempre manifestou na sua ação.

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Nenhuma das mais de 400 entidades que compõem o Movimento Associativo Almadense pode ficar para trás. Pela nossa parte, a todos dizemos: vamos continuar juntos, contra a doença e por uma retoma com sucesso.

Afinal, Almada somos todos nós.

 

https://www.almadense.pt/cine-incrivel-apoio-municipal-nao-evita-encerramento/

2 Comentários

  1. Judas persiste em repetir os mesmos erros ao tentar ressuscitar o Movimento Associativo da forma mais oportunista. Para a CDU o Movimento Associativo mais não passa de um instrumento, uma correia de transmissão, com a agravante de quem está com a CDU leva uns euritos, quem não está com a CDU que se vá catar. Tem sido assim no Seixal que ele tão bem conhece e onde está avençado depois de perder as Eleições. Realmente Judas não aprende com a história, portanto, irremediavelmente, passará à história.

    • A ignorância sempre foi muito arrogante. Não conhecer a realidade, mas mesmo assim debitar as insanidades que este sr. debita, só não é o expoente máximo da arrogância porque aquilo que escreve não tem importância que justifique essa qualificação.

      Quem precisa de ser “ressuscitado” é o sr. José Geraldes Ramos. Mas a coisa vai ser muito difícil, tão degradado está já o cadáver…

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