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Almada

Metro Sul do Tejo para quando?

João Paulo Frasco, Comissário Político da Comissão Política Concelhia do PAN Almada e Comissário Político da Comissão Política Distrital do PAN Setúbal                                                                                                                                 

Vamos ficar à espera do Metro para criar diferentes formas de chegar às praias ou vamos ver investimento da Câmara Municipal de Almada na mobilidade suave e no transporte rodoviário coletivo?

A 21 de março do atual ano saiu a Portaria nº 410/2024/2, que autoriza o Metropolitano de Lisboa (ML) “a realizar a despesa e a proceder à repartição dos encargos relativos a todos os estudos, levantamentos e demais trabalhos acessórios tendo em vista a contratação do prolongamento da rede do Metro do Sul do Tejo (MST) à Costa de Caparica”. Será caso para dizer “Finalmente!” ou será mais areia para os olhos a que os costa-caparicanos já estão, ironicamente, habituados?

Temos de ter noção que esta expansão já está “na boca do povo” desde a criação da MST, em 2007, tendo o ex-ministro das Obras Públicas, Mário Lino, afirmado que existe vontade do Estado para esse prolongamento. Já em 2021, o recente ex-Primeiro-Ministro, António Costa, fazia campanha, afirmando que “seria para breve”, tendo até garantido, à Sra. Presidente Inês de Medeiros, que o projeto seria realizado. Isto é um espaço de 14 anos em que o Governo demonstra imensa vontade. Aliás, já vamos em 17 anos de vontades.

Este ano, o ML inicia, transcrevo, “todos os estudos, levantamentos e demais trabalhos acessórios”, mas prevê-se que estes procedimentos todos durem três anos, iniciando-se ainda em 2024 e terminando em 2026. A partir daí, serão mais alguns anos até se iniciar a construção e até a mesma estar concluída. Portanto, prevê-se que até 2030 não haja metro até à Costa da Caparica, o que é um grande impasse para o desenvolvimento da mobilidade sustentável almadense.

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Agora a questão é: vamos ficar à espera do Metro para criar diferentes formas de chegar às praias ou vamos ver investimento da Câmara Municipal de Almada na mobilidade suave e criar uma rede municipal de bicicletas e expandir a rede ciclável como o PAN Almada já propôs (e viu aprovado) em Assembleia Municipal? Será que vamos ver um reforço nas carreiras da Carris Metropolitana e melhorar as ligações entre a Costa da Caparica e o resto do município? Mais, entre as principais localidades do município, de forma a melhorar a oferta e provocar mais procura?

Os almadenses devem exprimir a sua vontade relativamente à expansão do MST até à Costa da Caparica, não permitindo que os trabalhos não sejam iniciados o mais brevemente possível, pois, em 2025 teremos Eleições Autárquicas que podem provocar alterações a este projeto essencial para Almada.

 

A inacessibilidade invisível do metro de Almada

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