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Almada

Energia eólica, isolamento biológico e saúde digital distinguidos no Programa de Empreendedorismo da NOVA FCT

“Ventus” arrecada o primeiro prémio, FungiFoam conquista o segundo lugar e o Prémio “Impacto”, enquanto o projeto RenalNow fecha o pódio com inovação na monitorização renal.

 

 

O projeto “Ventus”, que transforma postes de iluminação pública em pequenas centrais de energia limpa, conquistou o primeiro prémio da 14.ª edição do Programa de Empreendedorismo da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Lisboa (NOVA FCT). A distinção foi entregue esta sexta-feira, 13 de fevereiro, no campus da Caparica, em Almada. A inovação em energia eólica urbana destacou-se entre dezenas de propostas desenvolvidas por estudantes, num ano em que soluções sustentáveis e tecnológicas dominaram o pódio, informou a unidade de ensino, em comunicado.

A solução “Ventus” assenta numa turbina eólica de eixo vertical, pensada para contextos urbanos, permitindo a produção descentralizada de energia renovável a baixo custo. A equipa vencedora arrecadou um prémio monetário de 1.000 euros.

Em segundo lugar ficou o FungiFoam, um projeto que aposta num novo material de isolamento sustentável para combater a pobreza energética nas habitações portuguesas. Desenvolvido a partir de micélio (uma estrutura dos fungos) que, “integrado com outros materiais, como serradura e cortiça portuguesa, dá origem a painéis de elevado desempenho térmico, com maior eficiência energética e um custo altamente competitivo”, sublinhou a NOVA FCT.

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Para além do segundo lugar, o FungiFoam foi também distinguido com o Prémio “Impacto”, atribuído pela Fundação Santander Portugal, no valor de 750 euros, que reconhece soluções de inovação sustentável.

O terceiro lugar do pódio foi ocupado pelo Celumetrics Exams – RenalNow, um biossensor destinado à monitorização da saúde renal. O dispositivo analisa biomarcadores associados à Doença Renal Crónica e envia os dados para uma aplicação móvel, permitindo a partilha direta da informação com profissionais de saúde e facilitando o acompanhamento clínico no dia a dia.

Ao longo do mês de fevereiro, os estudantes inscritos na unidade curricular de Empreendedorismo desenvolveram projetos de base tecnológica com aplicação prática em áreas como energia, construção sustentável e saúde digital. A final decorreu no Grande Auditório da NOVA FCT, onde as 12 equipas finalistas apresentaram as suas ideias a um júri composto por representantes das empresas Axians, Deloitte, Jerónimo Martins e NOS.

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