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50 anos de 25 de Abril: comemorar a Liberdade em Almada

Concertos, exposições, teatro e oficinas para a infância são algumas das atividades que sugerimos para a semana em que se assinalam os 50 anos da Revolução de Abril.

 

Está a chegar “o dia inicial inteiro e limpo”, como lhe chamou Sophia de Mello Breyner. Desde sempre apostando na comemoração deste marco histórico, a cidade vibra, nos próximos dias, com concertos, conversas, exposições, oficinas para a infância e muito mais. Aos nossos leitores, apelamos a que participem na marcha comemorativa, vejam um filme ou assistam ao concerto de Dino D’Santiago, na noite de 24 para 25. Afinal, co-memorar significa “lembrar em conjunto”.

 

1. Ver um espetáculo sobre “A Sorte que Tivemos”

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Está em cena no Teatro Municipal Joaquim Benite (TMJB) “A Sorte que Tivemos”, sobre o 25 de Abril e as suas conquistas. Com textos de António Cabrita, Jacinto Lucas Pires, Patrícia Portela e Rui Cardoso Martins, acompanhados pela excepcional música de Martim Sousa Tavares. “A Sorte Que Tivemos” lembra o medo, a censura, a vida da mulher antes da Revolução e a prevalência da liberdade.

As sessões desta semana têm lugar a 19, 20, 21 e 24 de abril. Os bilhetes têm o valor de 13 euros (com descontos para jovens, seniores e grupos) e podem ser adquiridos na BOL ou na bilheteira do Teatro.

 

2. Descobrir mais sobre a liberdade em família

A 20 de abril, às 15h, há oficina para famílias sobre o 25 de Abril na Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea. “O que é a Liberdade?” parte do livro homónimo de Oscar Brenifier para colocar questões e discutir o grande valor da Revolução, expressando as ideias através do corpo, do desenho e da pintura. Com orientação de Ana Sofia Godinho, a iniciativa é gratuita, com marcação de lugar através do e-mail marcar.cac@cm-almada.pt.

 

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3. Ir a uma conversa sobre a experiência da Revolução no Teatro Municipal

A 20 de abril, pelas 18h, o Teatro Municipal Joaquim Benite vai ter uma conversa aberta a todos sobre o que foi experienciar, em primeira mão, o 25 de Abril. “Estive, vi, contei” conta com os testemunhos do actor, encenador, professor e investigador Guilherme Filipe e do investigador Pedro Cerejo, com moderação do jornalista Nuno Nabais.

 

4. Conhecer o período colonial através dos livros

caderno-memorias

No mês em que se celebram o dia mundial do livro e os 50 anos do 25 de abril, a Rede Municipal de Bibliotecas de Almada promove uma série de iniciativas que pretendem, através da leitura conjunta do livro “Caderno de Memórias Coloniais”, de Isabela Figueiredo, dar a conhecer o período colonial português e as memórias incómodas que daí subsistem.

A 22 de abril, às 21h, o Petisco da Lata Bistrô em Almada Velha recebe uma edição da Comunidade de Leitores com a autora Isabela Figueiredo, onde vai poder explorar o espaço apagado da antiga Lourenço Marques através dos olhos de uma menina e do seu amor difícil pelo pai.

Já no dia seguinte, 23 de abril, às 21h, a Biblioteca Municipal José Saramago acolhe a conversa com autores “Celebra-se o livro”, com José Mário Silva, Isabela Figueiredo, Bruno Vieira do Amaral, Dulce Maria Cardoso e Catarina Gomes.

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Enveredando pelo tema das ex-colónias, há também jantar com quiz literário e iguarias das ex-colónias a 20 de abril, às 20h, no Meia Volta de Úrano – Casa das Artes e matiné dançante com música dos anos 70 em Lisboa e Moçambique às 16h de 21 de abril, no Fórum Romeu Correia.

À parte o jantar, todas as iniciativas são de entrada livre. As reservas para o jantar podem ser feitas através do contacto 918 507 478.

 

5. Ver um filme realizado por almadenses sobre o 25 de Abril

A 20 de abril, estreia em Almada “Um Tempo de Todos”, um filme sobre os 50 anos do 25 de Abril de 1974 que junta testemunhos de almadenses ligados à Revolução e curtas de promissores jovens realizadores, todos de Almada ou com uma forte relação com a cidade. A sessão terá lugar no Auditório Municipal Fernando Lopes-Graça, às 21h. A entrada é livre, com reserva de bilhetes através do e-mail auditorio@cma.m-almada.pt e nova sessão a 30 de abril.

 

6. Ouvir Fado de Coimbra com música de intervenção

Também a 20 de abril, às 21h, há canções de intervenção para ouvir no Solar dos Zagallos, interpretadas pelo tradicional Fado de Coimbra. O Grupo de Fado d’Anto traz, da vida académica para Almada, fados clássicos dos anos 20 de António Menano, Edmund Bettencourt e Armando Goes, canções de intervenção de José Afonso e Adriano Correia de Oliveira, temas românticos de serenata e temas originais. A entrada é gratuita.

 

7. Entrar na casa da ditadura com García Lorca

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A partir de 24 de abril, e até 12 de maio, o Salão das Carochas em Almada Velha será “A Casa de Bernarda Alba”, numa produção do Núcleo Cultural Arte 33 que comemora o 50º aniversário da Revolução de 25 de Abril de 1974. A partir do texto de Federico García Lorca, o núcleo vê esta casa-prisão como uma metáfora de todos os regimes políticos repressores e Bernarda Alba como paradigma do poder absoluto.

Os bilhetes para a peça com encenação de Ana Nave têm o valor de 10 euros, com desconto para jovens, seniores e grupos. As reservas podem ser efetuadas através do e-mail arte30e3@gmail.com.

 

8. Vibrar com Dino D’Santiago na noite de 24

Na noite de 24 de abril, faça a festa na Praça da Liberdade com o músico, compositor e ativista Dino D’Santiago, que traz ao palco vários convidados especiais: Batukadeiras Madame X, Tristany, Orquestra Geração e Virgul. À meia-noite, não faltará o tradicional fogo de artifício comemorativo, lembrando a sorte e as conquistas de Abril.

 

9. Participar num desfile comemorativo

A 25 de abril, da parte da manhã, comemora-se o 50.º aniversário da Revolução dos Cravos com um desfile comemorativo. Trata-se de uma ação organizada pela iniciativa Almada Abril, que agrega mais de cem coletividades e associações do concelho. O início está marcado para as 9h, junto à Pastelaria Condestável.

Além de assinalar a data na rua, o desfile pretende ainda evocar a memória e homenagear “os cerca de 425 almadenses que foram presos por lutar contra o fascismo, durante os 48 anos de ditadura em Portugal”, incitando todos a participar.

 

10. Ver duas exposições sobre a Revolução dos Cravos

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Com o dia que marca os 50 anos da data histórica a aproximar-se, aproveite para entrar num “portal do tempo”, na Lisnave, ou conhecer fotografias do momento de pura emoção e liberdade, no Museu de Almada – Casa da cidade.

Começando pelo original, descubra as 56 fotografias de Alfredo Cunha (Casa da Cidade) que recordam os heróis, os desconhecidos e os momentos-chave da Revolução dos Cravos. A exposição pode ser visitada de terça-feira a sábado entre as 10h e as 13h ou entre as 14h e as 18h. A entrada tem o valor de 1,68 euros, com desconto de 50% para jovens e seniores.

Daí, dê um salto à Lisnave para ver “Portais do Tempo”, onde sete artistas interpretam, transformam e iluminam o 25 de Abril a partir do registo fotográfico de Alfredo Cunha. A exposição pode ser visitada das 15h às 19h, à quinta e sexta-feira, e entre as 10h e as 19h ao sábado, domingo e feriados. A entrada é livre. Conheça aqui o programa completo.

 

https://almadense.sapo.pt/cultura/festival-o-sol-da-caparica-regressa-de-15-a-18-de-agosto/

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