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Ligação fluvial Trafaria–Algés deverá arrancar em 2027

Transtejo/Soflusa concluiu estudos para a nova rota no Tejo entre a Trafaria e Algés. Empresa tem ainda em análise uma ligação entre a Margem Sul e o Parque das Nações, que poderia avançar em 2028.

 

A Transtejo/Soflusa prevê avançar com a ligação fluvial entre a Trafaria, no concelho de Almada, e Algés, em Oeiras, com vista ao início da operação em 2027. A informação foi avançada esta quarta-feira, 21 de janeiro, pelo grupo Transtejo/Soflusa (TTSL), que adiantou já ter concluído os estudos necessários para a implementação desta nova rota no Tejo.

O anúncio foi feito durante a cerimónia de celebração dos 50 anos da empresa, que incluiu a viagem inaugural do décimo navio da frota elétrica, designado “Peneireiro Cinzento”. Na ocasião, Rui Rei, presidente do Conselho de Administração da TTSL, confirmou que nova ligação deverá entrar numa fase de testes ao longo do próximo ano, estando ainda em análise a localização do pontão em Algés.

Recorde-se que a ligação fluvial entre a Trafaria e Algés tem vindo a ser defendida pelos presidentes das câmaras municipais de Almada, Inês de Medeiros, e de Oeiras, Isaltino Morais. Em junho do ano passado, os dois autarcas comprometeram-se a apresentar uma proposta conjunta à Área Metropolitana de Lisboa (AML) e ao Governo, com vista ao lançamento de uma nova ligação no Tejo, solução que poderia implicar a desativação da atual travessia entre a Trafaria e Belém. Em entrevista ao ALMADENSE, a presidente da Câmara de Almada reiterou recentemente esta posição, afirmando: “Por isso, queremos que o barco que sai da Trafaria não vá para Belém, mas para Algés.”

De assinalar que os navios elétricos começaram a operar no concelho de Almada em novembro do ano passado. Durante um período de transição, estas embarcações têm sido utilizadas juntamente com os navios a diesel da operadora, sendo objetivo da Transtejo que, em breve, a ligação a Cacilhas passe a funcionar 100% em modo elétrico.

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Ligação ao Parque das Nações em estudo

A TTSL tem também em perspetiva o lançamento de uma nova ligação fluvial de transporte público entre a Margem Sul e o Parque das Nações, em Lisboa. De acordo com informação avançada pelo jornal Público, a ligação deverá ter origem no Montijo, embora possa vir a incluir outros concelhos da Margem Sul, como o Seixal ou o Barreiro, estando a decorrer estudos para avaliar as melhores condições de navegabilidade.

“Se olharem para o terminal de transportes do Parque das Nações, às primeiras horas da manhã, reparam que há ali dezenas e dezenas de autocarros carregados com pessoas que vêm da Margem Sul, muitas do Montijo. Nós podemos transportar 540 ou até 700 pessoas de uma vez”, afirmou Rui Rei, citado pelo mesmo jornal.

Ainda assim, o presidente da empresa sublinhou que, apesar de se tratar de uma aposta estratégica, “nunca estará a funcionar antes de 2028”. A concretização da ligação dependerá da validação dos estudos, podendo avançar “se os estudos de procura validarem a perceção que temos sobre a necessidade da sua criação”.

Rui Rei referiu ainda a intenção da Transtejo/Soflusa em apostar na vertente turística, através da utilização dos antigos cacilheiros, bem como na abertura dos cais da empresa ao embarque e desembarque de operadores privados de passeios turísticos no Tejo. Sobre esta estratégia de rentabilização dos ativos públicos, afirmou, citado pelo jornal Eco: “Não podemos esperar que seja só o Estado, permanentemente, a colocar cá os recursos necessários. Temos condições para aliviar um pouco o Estado, no futuro, desse compromisso, porque temos lugares e condições premium para gerar receitas que suportam o serviço público.”

 

Transtejo anuncia estreia de navios elétricos na ligação entre Cacilhas e o Cais do Sodré

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1 Comentário

  1. É incrível como uma empresa que funciona pessimamente queira falar em criar novas linhas, onde durante anos e anos, foram notícia pela burrice e inutilidade da administração, que nunca conseguiram dar resposta ou responder à população. O povo da Trafaria já está abandonado há anos e o actual activo fala em turismo e novas rotas. Já parece o Montenegro a falar… Sem qualquer tipo de noção.

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