Escultor natural de Porto Brandão, referência da arte contemporânea portuguesa, deu nome à Escola Secundária Francisco Simões, no Laranjeiro.
Faleceu esta sexta-feira, 16 de janeiro, Francisco Simões, natural de Porto Brandão, uma das personalidades mais marcantes da escultura portuguesa contemporânea. O escultor, pintor, gravador e ilustrador morreu após doença prolongada, deixando uma obra ligada à identidade cultural de Almada e do país.
Francisco Simões nasceu em 1946, formou-se na Escola de Artes Decorativas António Arroio, foi bolseiro da OCDE em Itália e trabalhou no Museu do Louvre. Concluiu o curso de Escultura na Academia de Música e Belas Artes da Madeira e colaborou com o Ministério da Educação em projetos ligados à cultura e à valorização estética dos espaços escolares.
Em Almada, a memória do autor permanece viva no Agrupamento de Escolas e na Escola Secundária Francisco Simões, no Laranjeiro, que desde 1996 presta homenagem ao percurso e à influência que exerceu junto da comunidade educativa e cultural do concelho.
O desaparecimento do escultor foi lamentado por diversas personalidades nacionais, incluindo o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que manifestou pesar pela morte do autor de uma obra de “excecional valor artístico, humano e patrimonial”, na qual tradição e modernidade se cruzam de forma singular. O Chefe de Estado salientou ainda o papel de Francisco Simões na projeção internacional da arte portuguesa, presente em espaços públicos e em coleções institucionais e privadas, sem nunca abdicar da defesa do acesso democrático à arte e à cultura como um direito universal.

A Câmara Municipal de Almada associou-se às homenagens, o seu pesar pela perda do artista, sublinhando não apenas a relevância do seu percurso artístico, mas também a sua ligação à vida autárquica, recordando que Francisco Simões integrou o executivo municipal após as primeiras eleições autárquicas em democracia, em dezembro de 1976, tendo sido eleito vereador pela FEPU – Frente Eleitoral Povo Unido, no mandato presidido por José Martins Vieira. Em 1980 afastou-se da política ativa para se dedicar em exclusivo à criação artística e ao ensino.
Também os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Almada (SMAS) lamentaram o falecimento de Francisco Simões, que foi presidente daquela entidade entre 1977 e 1981. Em nota de pesar, os SMAS destacam o seu compromisso, dedicação e visão, reconhecendo o contributo que deixou para o desenvolvimento e afirmação da instituição e do concelho.
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