Bloco de Esquerda e Livre formam coligação para disputar Câmara de Almada

Sérgio Lourosa Alves, do Livre, é o cabeça de lista da candidatura conjunta, apresentada sob o nome “Almada em Comum”. 

 

O Bloco de Esquerda e o Livre chegaram a acordo para apresentarem uma candidatura conjunta à Câmara de Almada. Intitulada “Almada em Comum”, a coligação entre as duas formações de esquerda vai concorrer às eleições autárquicas que se realizam no próximo outono. Trata-de de “uma candidatura alternativa, progressista e ecológica, no município de Almada nas próximas eleições autárquicas”, sublinham em comunicado conjunto enviado às redações.

O cabeça de lista da coligação é o candidato apresentado pelo Livre, Sérgio Lourosa Alves, que substitui o independente Eduardo Raposo, que entretanto tinha retirado a sua candidatura, devido a “motivos pessoais”, explicou ao ALMADENSE fonte do partido.

Professor de História em Almada, Sérgio Lourosa Alves é também músico, tendo participado na edição de 2016 do concurso “The Voice”, na RTP.

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Sérgio Lourosa Alves encabeça a coligação. Foto: DR

Segundo o acordo alcançado entre as duas formações, os candidatos do Bloco de Esquerda e do Livre vão-se alternando nas listas por órgão autárquico. Desta forma, Sandra Cunha, candidata apresentada pelo Bloco de Esquerda à Câmara de Almada, será a número dois da lista.

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Já na Assembleia Municipal, as posições invertem-se: a lista é encabeçada pelo candidato do Bloco de Esquerda, Jefferson Oliveira, seguida por Geizy Fernandes, do Livre. Para além dos candidatos provenientes de ambos os partidos, a candidatura “Almada em Comum” inclui também independentes.

“Almada tem sido governada desde 2017 por um Executivo PS/PSD que fracassou em responder aos desafios sociais, do território e das populações e se rendeu à especulação imobiliária, à degradação dos serviços públicos e à política de gabinete”, sublinhou a coligação.

Com esta candidatura conjunta, as formações pretendem responder às “promessas vazias de oito anos de PS e PSD e à ameaça do crescimento da extrema-direita”. Ao mesmo tempo, a convergência de partidos e movimentos de esquerda quer “abrir novos caminhos assentes na solidariedade, na esperança, na defesa dos direitos humanos”.

A candidatura destaca como prioridades habitação; ecologia e mobilidade; economia local e desenvolvimento sustentável. Nesse sentido, apresentam propostas para “combater a especulação imobiliária, o turismo selvagem, o aumento do preço das casas e das rendas e a gentrificação do nosso concelho”. Defendem ainda a “transição energética, dos transportes públicos e do tratamento devido dos resíduos urbanos”, e ainda a “promoção da economia local no combate à cidade-dormitório”.

O modelo de coligação entre as duas forças de esquerda tem sido adotado em vários municípios como Seixal, Barreiro, e Santiago do Cacém. Em Loures e Cascais, a candidatura conjunta do BE e do Livre inclui o PAN, enquanto que em Lisboa a coligação é mais ampla, abrangendo também o Partido Socialista, sob a liderança de Alexandra Leitão.

Nas últimas eleições autárquicas, realizadas em 2021, o Bloco de Esquerda alcançou 6,8% dos votos, elegendo Joana Mortágua como vereadora. Quanto ao Livre, não conseguiu eleger qualquer representante.

 

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