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Uma Pedra no Sapato: “Uma paródia sobre factos e ficções da cidade de Almada”

A criação resultou de uma parceria entre a companhia Arte 33, a comunidade local e o Centro de Arqueologia de Almada. Tem encenação de Ana Nave e pode ser visto até dia 20 de julho no Salão das Carochas.

 

“O que é que te está a incomodar?” A pergunta dá o mote a Uma Pedra no Sapato, o novo espetáculo da companhia Arte 33 – Núcleo Cultural. Em cena desde o final do mês passado, a produção tem encenação da atriz Ana Nave e pode ser vista até dia 20 de julho, no Salão das Carochas, em Almada.

A obra nasceu de um projeto de teatro comunitário, uma parceria entre a Arte 33 e membros voluntários da população local. O projeto foi iniciado em 2024, tendo a associação aberto as portas à comunidade, “em busca da identidade coletiva de Almada”. Em colaboração com o Centro de Arqueologia de Almada recolheram factos, ficções e mitos populares do município que serviram de base à peça. O processo que contou com mais de 250 horas de formações de participação aberta, ao longo de cerca de um ano.

“Esta peça é uma paródia sobre factos e ficções sobre a cidade de Almada”, conta a encenadora Ana Nave, no dia da estreia, na RTP2. “Trata-se de uma comédia, em tom de paródia, com momentos musicais, em que várias pessoas – 11 atores de teatro comunitário – procuram o que é a identidade coletiva de umas pessoas a quem a geografia fez juntar num determinado sítio.”

Ensaio da peça Uma Pedra no Sapato
Os atores, membros da comunidade local, tiveram formação durante cerca de um ano. Créditos: José Frade / Arte33

Com texto de Francisco Silva e Rui Silvares, o resultado final é uma narrativa meta-teatral, um teatro dentro do teatro. Em cena, as personagens tentam preparar uma peça de teatro sobre Almada, mas têm ideias diferentes sobre como fazê-lo. Uns propõem interpretar textos ligados à cidade, como Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett. Outros propõem uma peça experimental que aborde episódios históricos da cidade, como a chegada dos Fenícios ao território ou o cerco de Almada em 1383, episódio marcante da guerra entre Portugal e Castela. Um terceiro grupo quer um musical.

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“Em tom de comédia, o conflito vai revelando onze personagens que passam pela história e memórias da vila e cidade de Almada, separada e ligada a Lisboa pelo Tejo, que afasta e aproxima as margens opostas e as suas gentes, gerando uma paisagem e um ambiente sócio-cultural único”, pode ler-se no comunicado.

Cartaz de Uma Pedra no Sapato

Mentora do espetáculo, a Arte 33 é uma associação cultural sem fins lucrativos. Constituída oficialmente em 2017, que tem, ao longo dos anos, desenvolvido vários projetos de teatro comunitário na Margem Sul do Tejo. Uma Pedra no Sapato é deste modo a contribuição da associação para Almada.

A peça pode ser vista na antiga Ermida do Espírito Santo, em Almada Velha, de quinta a sábado às 21h e domingos às 18h. Cada bilhete tem um custo de 10 euros, com desconto de 40% para jovens, seniores e grupos de mais de cinco pessoas.

 

Música, exposições e um curso de teatro acompanham o Festival de Almada

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