“Algodão Doce”: espetáculo que viaja à mente humana estreia em Almada

Espetáculo do ator e encenador Filipe Salgueiro sobe ao palco nos dias 24 e 25 de fevereiro pelas 21h, no Auditório Fernando Lopes Graça – Fórum Romeu Correia.

 

Filipe Salgueiro e a sua equipa vão estrear em Almada a segunda temporada de “Algodão Doce”, que promete um mergulho na mente humana, cujas histórias reais vemos com frequência contadas em notícias do jornais e programas de televisão.

Baseada na obra de 1957 do autor Max Aub, “Crimes Exemplares”, galardoada pelo Grand Prix de L’Humour Noir de Paris, em 1981, “Algodão Doce” traz uma interpretação humorística da faceta violenta do ser humano registada na obra do autor espanhol. Cada um dos atores interpreta um criminoso que poderia ser qualquer um de nós, como um “espelho”. Assim, o espetáculo promete deixar o público a rir de si próprio e da miséria alheia, numa história onde a “realidade copia a ficção”, explica Filipe Salgueiro ao ALMADENSE.

A peça está agendada para os dias 24 e 25 de fevereiro às 21h no Auditório Fernando Lopes Graça, no Fórum Municipal Romeu Correia de Almada, depois de uma primeira temporada no Centro Cultural de Cascais. Conta com a participação do próprio argumentista Filipe Salgueiro (que interpreta a consciência de Max Aub e o seu Alter-Ego BuaXam) e de outros onze atores: Maria Giestas, Sara Ramos, Sandra Soares, Rogério Costa, Letícia Vidotti, Lucirio Garrido, Diana Gonzaga, Diane de Paiva, Manuela Dietz e Joana Romana.

 

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O processo de laboratório da equipa foi extenso e complexo, com os atores a estudarem a obra de Max Aub durante dois anos, de forma a personificarem cada uma das novas histórias e o esforço que cada interpretação. O espetáculo é ainda abrilhantado pela cantora lírica Liza Veiga, que personifica a morte.

Com “Algodão Doce”, Salgueiro dá protagonismo a crimes noticiados nas televisão de origens diversas e espera conseguir criar empatia junto do público, tanto através do sentido de humor como com o lado da culpa, uma vez que os espectadores acabam a “rir da desgraça alheia”, conta o ator. Ao mesmo tempo, a peça transmite vários sentimentos, tanto “de riso, de tristeza, de terror, tudo ao mesmo tempo”, de forma que, quando as pessoas saírem do teatro, “ninguém consegue ter um único sentimento específico sobre cada um dos criminosos, sentindo várias coisas por cada um deles”, por vezes até compaixão e semelhança.

O espetáculo, que conta com o apoio da Câmara Municipal de Almada, apresenta ainda a cantora lírica Liza Veiga e banda sonora de Ricardo Fonseca.

 

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O espetáculo apresenta-se como uma plataforma onde se cruzam várias influências artísticas e artistas de renome, sendo uma viagem crua ao íntimo de cada ser humano. “Há dias que nos marcam e definem o resto das nossas vidas” é uma das grandes frases do espetáculo, que cada espetador levará consigo e a sua própria interpretação.

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Os bilhetes podem ser adquiridos no site do Fever, disponível através do link: https://feverup.com/m/115146. O público pode escolher entre três categorias: bilhete de experiência total, que conta com a recepção exclusiva às 20h e visita aos bastidores até às 20h30 e lugar nas duas primeiras filas (custo de 20 euros); bilhete VIP, que garante entrada prioritária para o auditório pelas 20h30 e lugar nas filas centrais (custo de 15 euros); e ainda os bilhetes normais (10 euros).

 

 

https://almadense.sapo.pt/cultura/projeto-arte-publica-de-almada-promete-estimular-a-criatividade-dos-almadenses/

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