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A traquitana: o acordo PS/CDU para Almada

Carlos Filipe Alves, vice-coordenador da Iniciativa Liberal Almada.

O PS fechou, corretamente, a porta a um entendimento com a direita populista e, ao invés de procurar entendimentos, medida a medida, com as restantes forças partidárias, estendeu a passadeira vermelha para a CDU tomar o poder na Câmara Municipal de Almada.

Esta semana, os almadenses ficaram a saber que o novo executivo camarário é o resultado de um acordo entre o PS e a CDU. Nos últimos oito anos, os almadenses já se acostumaram às artimanhas, reviravoltas e cambalhotas que o PS fez para se manter no poder.

O PS fechou, corretamente, a porta a um entendimento com a direita populista e, ao invés de procurar entendimentos, medida a medida, com as restantes forças partidárias, estendeu a passadeira vermelha para a CDU tomar o poder na Câmara Municipal de Almada.

As mesmas linhas vermelhas que o PS estabeleceu à direita, devia ter mantido à esquerda, nomeadamente com a CDU, um partido que defende autocracias e totalitarismos, que não é capaz de condenar o conflito na Ucrânia, que é abertamente contra a liberdade. O PS traiu o seu eleitorado e todos os almadenses que, há oito anos, decidiram colocar um ponto final na governação comunista de Almada.

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Os princípios do acordo de governação determinaram que a CDU tomasse a dianteira dos pelouros da higiene urbana, intervenção social e saúde, movimento associativo e, por fim, a presidência do SMAS. Além do mais, solicitou uma auditoria financeira à CMA, SMAS e Wemob.  Começando pelo fim. A solicitação de uma auditoria externa, dissimulado nas palavras de transparência para o cidadão, não é nada mais do que a prescrição de um atestado de incompetência aos oito anos de governação socialista.

A Iniciativa Liberal durante a campanha eleitoral ergueu a voz contra a Wemob, uma empresa rentista que vive das receitas de parquímetros e coimas, e do contrato programa anual na ordem do meio milhão de euros, imprescindível, para não apresentar prejuízo.

O PS deixou-se enredar por uma teia comunista revestida de preconceito contra a iniciativa privada, de ataque aos investidores e empresários, cujo paternalismo estatal irá resolver todos os problemas do concelho, com uma única solução: mais estado e mais dinheiro dos contribuintes almadenses. A atribuição de pelouros em áreas tão sensíveis como a higiene urbana ou a saúde, vão resultar numa mão cheia de nada. Ao longo dos próximos quatro anos vamos assistir ao controlo e manipulação sindical por parte da CDU e no momento em que um das partes romper o acordo, iniciar-se-á mais uma guerra cujos principais prejudicados serão os almadenses. Os serviços manter-se-ão inalterados e a qualidade de vida e saúde pública dos almadenses irá piorar. Serão quatro anos de marasmo com a assinatura da CDU e o patrocínio do PS.

No que diz respeito à saúde e, com a delegações de competências para os municípios, uma vez mais o preconceito ideológico irá sobrepor-se às necessidades reais dos almadenses. Quando será construído o novo centro de saúde do Feijó? E a extensão para a Trafaria e Charneca de Caparica? Com o governo central do PSD e a inclusão do Hospital Garcia de Orta numa Parceria Público-Privada, todos sabemos de antemão quem vai ser o principal prejudicado: o utente. Greves e forças de bloqueio ao desenvolvimento de soluções viáveis à saúde por mero preconceito ideológico.

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Por fim, qualquer que seja a forma como a CDU vai entrar no movimento associativo, isso representa um retrocesso de décadas. Todos sabemos como algumas das associações estão e estiveram ao serviço da CDU e da sua propaganda com todas as consequências que isso acarretou durante os quarenta anos em que estiveram no poder. Uma vez mais, quem sai a perder será o almadense e o espírito genuíno e livre do movimento associativo.

A CDU, nestes próximos quatro anos, joga todas as fichas para sobreviver politicamente, quer seja com o PSD na Costa de Caparica ou com PS na Câmara. Isto já não é uma geringonça, é uma traquitana.

 

A Voz aos Almadenses: “Os prazos de licenciamento em Almada: um entrave ao desenvolvimento local”

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