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Expo FCT encheu Campus da Caparica com ciência, inovação e juventude

Expo FCT atraiu seis mil alunos do secundário ao polo estudantil de Almada para um dia dedicado à ciência, inovação e descoberta. Evento destacou a oferta educativa da Faculdade de Ciências e Tecnologia da NOVA FCT e promoveu a interação com várias áreas de investigação.

 

À entrada do departamento de Engenharia Eletrónica, um cartaz anunciava ‘Apagão: Nós Resolvemos’”. Com algum humor à mistura, a iniciativa dos estudantes ilustra a importância do que se ensina na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (NOVA FCT) e, ao mesmo tempo, o espírito da Expo FCT, evento que pretende dar a conhecer a oferta educativa da faculdade a professores e alunos do ensino secundário e que teve lugar esta quarta-feira, dia 30 de abril.

Ao todo, ao longo do dia foram mais de seis mil os estudantes que visitaram as instalações da faculdade, no Campus de Caparica, em Almada, onde puderam participar em laboratórios, atividades ao ar livre, e tomar contacto direto com várias áreas de crescente importância para o desenvolvimento futuro do país.

A edição deste ano contou com mais de 300 professores e cerca de mil alunos voluntários, espalhados por centenas de atividades nos vários polos da faculdade, envolvendo departamentos, centros de investigação e núcleos estudantis nas várias vertentes científicas, tecnológicas e pedagógicas.

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“É uma oportunidade de mostrar a nossa oferta educativa e divulgar os projetos de investigação da escola”, disse ao ALMADENSE Cláudio Fernandes, docente e coordenador da Expo FCT, que descreveu este como “um evento muito importante para Faculdade de Ciências e Tecnologia” e “um abrir de portas para a comunidade de professores e alunos do ensino secundário”.

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“É um evento de sucesso garantido”, acredita Cláudio Fernandes, coordenador da EXPO FCT. Bruno Marreiros / Almadense

A oferta de atividades esteve dividida em três percursos, cada um batizado em homenagem a nomes grandes da ciência. O “Percurso Rosalind Franklin” dedicava-se sobretudo à área da biologia e engenharia aplicadas a campos como a medicina e a agricultura; já o “Percurso Stephen Hawking” orientava os alunos para um foco em áreas relacionadas com o ambiente e a sustentabilidade; por último, o “Percurso Alan Turing”, que se dedicava ao campo da inovação através das novas tecnologias.

Para a organização, o evento assume um papel cada vez mais importante num contexto social e económico de grandes convulsões e transformações. “Está na altura de refletirmos sobre aquelas que são as áreas do futuro”, defendeu Cláudio Fernandes.

Novidade deste ano foi também um tempo dedicado aos professores do ensino secundário, que, durante a manhã, participaram num espaço de conversa e debate que contou com a presença de Carlos Fiolhais, professor catedrático jubilado da Universidade de Coimbra e Divulgador de Ciência, que veio a Almada falar sobre os desafios da inteligência artificial do ensino. “Debatemos o futuro da educação e falámos de inovação pedagógica, que passa muito pela inteligência artificial”, explicou o coordenador da Expo.

Ao todo, o evento atraiu mais de 70 escolas de todo o país, que trouxeram 65 autocarros, 350 professores e mais de seis mil alunos. A enormidade da tarefa implica vários desafios logísticos, que não foram esquecidos pela organização. “Engloba todos os serviços da escola – da comunicação, aos eventos, ao pedido de patrocínios, à segurança… tem uma logística muito pesada”, referiu Cláudio Fernandes, acrescentando que já está em preparação a próxima edição — a 18.ª, a da maioridade.

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Campus da Caparica recebeu mais de seis mil alunos em nova edição da EXPO FCT. Bruno Marreiros / Almadense

Durante a tarde, e com a ameaça da chuva matinal afastada, tiveram lugar vários laboratórios e atividades ao ar livre. A variedade imperou, como atestam iniciativas tão díspares como a competição do “Carro de Formula Student”, construído pelos estudantes, ou o jogo “Queer Jenga”, pensado para promover e apoiar a causa LGBTQIA+.

“Somos uma faculdade moderna. Temos ‘Nova’ no nome e somos uma universidade inclusiva. Todos esses núcleos e atividades partem dos nossos alunos, que são a nossa melhor cara”, disse Cláudio Fernandes.

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No próximo ano, o da 18.ª Expo FCT, a receita continuará a ser a mesma, a que desde 2007 já levou 85 mil estudantes a visitar o Campus da Caparica. “É um evento de sucesso garantido. A ideia é divulgar a profissão de cientista, de engenheiro. A nossa escola tem enchido todas as vagas nas primeiras candidaturas. A Expo não acrescenta nada a esse facto, mas é um momento importante de divulgarmos a nossa escola e de dinamizarmos a juventude e o concelho de Almada”, rematou o coordenador do evento.

 

Prateleiras vazias, esplanadas cheias e churrascos ao ar livre: como se viveu em Almada o “apagão”

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