Por trás do ALMADENSE

Licenciei-me em Jornalismo pela Universidade de Coimbra e trabalho na área há mais de 15 anos. Ao longo deste percurso, vivi em Madrid e Barcelona, onde fui correspondente do Jornal de Notícias e da TSF. Acompanhei eleições, mergulhei no processo independentista na Catalunha, explorei o legado do legado do terrorismo no País Basco, e escrevi sobre a memória do Franquismo. Pelo caminho, entrevistei alguns dos protagonistas centrais da política espanhola.

Como freelancer, levei o meu trabalho a outros contextos europeus: cobri eleições históricas na Grécia, escrevi sobre o fronteira entre o Reino Unido e a Irlanda e acompanhei as tensões nos países bálticos entre comunidades locais e populações de origem russa. Também colaborei com meios espanhóis como o eldiario.es, CTXT ou Infolibre e publiquei crónicas sobre assuntos europeus na Fair Planet.

Mas foi ao regressar a Portugal, e ao fixar-me em Almada, que encontrei uma surpresa inesperada: não havia um jornal local dedicado ao concelho. Numa cidade com mais de 170 mil habitantes, faltava um espaço regular de informação sobre o que acontece no território — nas ruas, nos bairros, na vida quotidiana.

O ALMADENSE nasce dessa ausência. E de uma convicção: os almadenses merecem estar informados sobre a sua cidade.

Este é um projeto independente, sem ligação a grupos de comunicação ou instituições. É uma iniciativa pessoal, mas aberta a todos os que querem pensar Almada, discutir o presente e imaginar o futuro da cidade. Mais do que um jornal, pretende ser um ponto de encontro.

Se acredita na importância de uma imprensa local forte e independente, faça parte desta comunidade.

 

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Maria João Morais

Jornalista e fundadora do ALMADENSE