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Almada

Seis famílias realojadas em Almada devido ao mau tempo

Frentes ribeirinhas e marítimas e estado de fragilidade das arribas são as principais preocupações no concelho de Almada após a passagem da depressão Leonardo.

 

Pelo menos seis famílias foram realojadas em Almada na sequência do mau tempo: duas no bairro do Segundo Torrão, na Trafaria, e quatro na Azinhaga de Formosinho. O balanço foi feito pela presidente da Câmara Municipal de Almada (CMA), Inês de Medeiros, ao final da tarde de quarta-feira, 4 de fevereiro, sublinhando que se tratava de uma situação “previsível” e garantindo que “todos os serviços estiveram em alerta”.

Entre os principais impactos no concelho, a autarca destacou os galgamentos no Segundo Torrão, de onde foram retiradas duas famílias, num total de cerca de dez pessoas. Foram também registados problemas significativos relacionados com deslizamentos de terras nas arribas de São João e de Santo António da Caparica, devido à forte saturação dos solos. “Essa é a nossa grande preocupação”, admitiu Inês de Medeiros, acrescentando que, “felizmente, para já, não há danos de maior”. Segundo a presidente, as populações em risco foram aconselhadas a abandonar as habitações, sendo muitas destas casas “de segunda habitação, portanto, muita gente não estava. Muitos foram retirados, mas ninguém precisou de realojamento”, indicou.

Nas praias da Costa da Caparica, a tempestade agravou dificuldades já existentes, reconheceu a autarca, admitindo atrasos na reposição de areia. Segundo Inês de Medeiros, o mar já está a chegar ao paredão, registando-se também “dificuldades na Fonte da Telha”.

Ao longo do dia registaram-se ainda situações pontuais de realojamento. Na Azinhaga de Formosinho, quatro famílias tiveram de ser retiradas: duas encontraram soluções alternativas e as restantes foram realojadas pela Câmara Municipal de Almada.

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Na Cova do Vapor, a principal via de acesso foi encerrada por razões de segurança, sendo a circulação efetuada apenas pela entrada do Parque de São João. No local mantêm-se equipas de vigilância para acompanhar a evolução da situação, em linha com as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Inês de Medeiros destacou ainda o desabamento de um muro na Charneca de Caparica, junto a um lar de idosos. “Graças à cooperação entre a CMA e a Segurança Social, foi possível realojar os 22 idosos num lar em Setúbal”, explicou.

Ao longo do dia, o serviço municipal de Proteção Civil registou dezenas de ocorrências. Entre elas, a queda parcial do muro do Seminário de Almada, que levou ao corte de uma via, a interdição do acesso ao Olho de Boi, junto ao Ginjal, e o abatimento de um troço do Cais do Ginjal ainda não requalificado. “Este episódio demonstra bem a urgência da obra realizada no ano passado”, sublinhou a presidente da autarquia.

Em conferência de imprensa, acompanhada por responsáveis municipais e locais da Proteção Civil e da Ação Social, Inês de Medeiros deixou uma mensagem de tranquilidade, garantindo que, até ao momento, “não houve danos nem perigo para as pessoas”. Ainda assim, reforçou que, nas próximas horas, a maior atenção continuará a incidir sobre as frentes ribeirinhas e marítimas e sobre o “estado de fragilidade das arribas, que são paisagens protegidas, mas onde existem construções antigas muito próximas”.

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