“Queremos consolidar Almada como a capital do rock alternativo a sul do Tejo”, sublinha a organização.
O Cine Incrível, em Almada, recebe no próximo domingo, dia 8 de fevereiro, a primeira edição das Cloning Sessions, um novo festival que pretende reforçar e revitalizar a histórica ligação do concelho à música alternativa. A iniciativa, que apresenta três projetos relevantes do atual panorama do rock independente nacional, arranca às 17h (com abertura de portas às 16h30) e prolonga-se noite dentro.
A sessão inaugural junta os Mono Clones, banda almadense em ascensão no circuito alternativo, que conta com atuações na Bélgica e que assume também a curadoria local do evento. O cartaz inclui ainda os Flor Girino, grupo com experiência em grandes palcos, nomeadamente na abertura de concertos dos Ornatos Violeta, e os So Dead, banda elogiada pela crítica e responsável por um dos discos considerados fundamentais da cena alternativa portuguesa.
Uma das principais particularidades do festival é a curadoria ativa feita por músicos, sublinha Pedro Pimenta, da organização, em declarações ao ALMADENSE. “As Cloning Sessions não são um cartaz montado num escritório; são um festival organizado por músicos para o público. Como os Mono Clones estão inseridos no circuito, escolhemos bandas (Flor Girino e So Dead) com as quais partilhamos uma ética de trabalho e uma sonoridade específica”. Desta forma, fica garantida “uma coesão artística que raramente se encontra em eventos de maior escala”, acrescentou.
Além disso, ao contrário de muitos eventos culturais que surgem como iniciativas pontuais, o novo festival assume-se como um projeto de continuidade. “Vemos as Cloning Sessions como um movimento de revitalização”, sublinha Pedro Pimenta. “Almada tem um ADN rock histórico, e sentimos que havia um vazio entre a garagem e os grandes festivais de verão”, refere, apontando como objetivo a criação de uma regularidade e de um ponto de encontro fixo para a cena alternativa local. “Pretendemos que esta seja a primeira de muitas, com uma periodicidade semestral ou anual”.
A ambição passa também por afirmar Almada no circuito nacional e internacional, de modo a que as Cloning Sessions se tornem “paragem obrigatória no roteiro das bandas nacionais e internacionais”, criando um hábito junto do público, que passe a reconhecer na cidade uma curadoria consistente e de confiança no rock alternativo.
Acreditando no “efeito multiplicador”, os promotores defendem que o impacto cultural se mede pela “vitalidade da cena local”. Nesse sentido, querem ser um catalisador que demonstre que é possível produzir e consumir cultura de vanguarda a sul do Tejo, com qualidade profissional. “O nosso objetivo é a consistência. Desejamos que, a médio prazo, as Cloning Sessions se expandam, mantendo a identidade indie, mas servindo de plataforma para a diversidade, permitindo a participação de projetos emergentes da região, e fora dela. Queremos consolidar Almada como a capital do rock alternativo a sul do Tejo, provando que a cidade tem massa crítica e espaços icónicos para sustentar uma programação cultural de referência anual”.
Os bilhetes para as ‘Cloning Sessions’ podem ser adquiridos online pelo preço de 10 euros. No dia do evento, o valor sobe para 12 euros.



