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Almada

Nove médicos de ginecologia e obstetrícia reforçam Hospital Garcia de Orta em Almada

Hospital vai poder contar com nove novos médicos especialistas em Ginecologia e Obstetrícia em 2025. Dois já foram contratados, seis foram garantidos pela ministra da Saúde e há uma vaga por preencher.

 

O Hospital Garcia de Orta vai contratar nove médicos para a especialidade de Ginecologia e Obstetrícia, considerada uma das áreas mais carenciadas da unidade hospitalar de Almada. As novas contratações vão poder beneficiar de incentivos, como forma de atrair profissionais para ocupar os lugares disponíveis. Em maio tinham sido abertas três vagas, mas o Ministério da Saúde autorizou agora que sejam nove, conforme consta no aviso publicado (e retificado) em Diário da República este mês e que o ALMADENSE confirmou junto da Unidade Local de Saúde Almada-Seixal (ULSAS).

É o Ministério da Saúde que estabelece todos os anos quantas vagas podem ser abertas em cada Unidade Local de Saúde (que agora incluem hospitais e centros de saúde) e que determina quantas delas são consideradas vagas carenciadas. Uma vaga de especialidade é considerada carenciada se naquela unidade de saúde os médicos existentes não conseguem dar resposta às necessidades da população.

Com base nesta avaliação, foram inicialmente atribuídas três vagas à ULSAS, as três carenciadas. Apesar dos incentivos, apenas duas dessas vagas foram preenchidas até ao momento, mas o Hospital Garcia de Orta espera vir a preencher todos os lugares disponíveis. A falta de médicos nesta especialidade tem obrigado ao encerramento frequente da urgência da especialidade, o que fez com que em julho só estivesse aberta num total de 11 dias, de acordo com declarações da ministra da Saúde, a 9 de julho.

Os médicos que ocupem vagas carenciadas recebem incentivos monetários e não só. Podem gozar mais dois dias de férias, têm garantidos 11 dias de férias consecutivos em simultâneo com o cônjuge ou a pessoa com quem vivam em união de facto, e têm a transferência escolar dos filhos garantida. Em termos monetários, recebem mais mil euros por mês durante os primeiros seis meses, mais 500 euros mensais nos seis meses seguintes, e 250 euros por cada mês de trabalho até completarem os cinco anos naquela unidade.

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Foi com este tipo de incentivos, definidos por lei, que a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, garantiu ter convencido seis especialistas de Ginecologia e Obstetrícia do setor privado a virem trabalhar para o Hospital Garcia de Orta a partir de setembro. Espera-se que a partir dessa data não se verifiquem novos encerramentos como os que estão previstos esta semana de terça a sexta-feira e novamente no domingo. 

 

Só em setembro as urgências de obstetrícia funcionarão em pleno no Hospital Garcia de Orta

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