Novo troço do metro de superfície terá uma extensão de 6,6 quilómetros, fazendo a ligação à Trafaria, de forma a potenciar o transporte fluvial.
“Já estamos a fazer estudos de execução da própria obra. A única alteração em relação ao traçado proposto inicialmente é que em vez de chegar só à Costa, o metro vai virar para a Trafaria, para poder fazer a ligação até ao barco”, afirmou Inês de Medeiros, presidente da Câmara de Almada, no final da cerimónia de assinatura do protocolo para a elaboração do projeto de expansão do Metro até à Costa de Caparica e Trafaria.
O documento foi assinado pela Câmara Municipal de Almada, a Transportes Metropolitanos de Lisboa (TML), e o Metropolitano de Lisboa, responsável pela realização dos estudos.
O novo troço terá uma extensão de 6,6 quilómetros, seguindo da Costa para Santo António, São João, Quinta do Torrão e finalizando na Trafaria. “Queremos ter uma coerência entre os transportes”, afirmou Inês de Medeiros, sublinhando que os utentes terão a opção de se deslocar até Lisboa pela via fluvial ou seguir até Cacilhas.
No que diz respeito ao traçado, deverá ficar na entrada da cidade da Costa da Caparica, sem entrar na malha urbana “porque é uma zona muito densa”, explicou a autarca.
“Este é um momento histórico”, afirmou, por sua vez, Miguel Pinto Luz, ministro das Infraestruturas e da Habitação, destacando a importância da “nova centralidade que é a área metropolitana sul”.
“Nós hoje não lançámos o Metro Sul do Tejo, lançámos estudos e tencionamos, nos próximos três anos, apresentar estes estudos”, com o valor do investimento incluído, afirmou o governante, avançando que “dentro de cinco, seis, sete anos podemos estar a pensar em obras no terreno e material circulante adquirido”.
O protocolo assinado esta terça-feira, dia 15 de julho, define os termos e condições de cooperação com vista ao planeamento e concretização do projeto. Neste âmbito, o Metropolitano de Lisboa ficará responsável pela gestão do projeto, nomeadamente da elaboração do relatório de diagnóstico, avaliação da viabilidade técnico-económica do traçado e realização de serviços de cartografia e topografia.
Por sua vez, a autarquia de Almada terá a responsabilidade de estabelecer as condições de inserção urbana do traçado, de forma a garantir a harmonização com as áreas urbanas abrangidas.
Já a TML, terá a seu cargo a articulação do projeto, incluindo estudos sobre tráfego e procura, harmonização das opções de transporte com os restantes modos de transporte e tarifários, no contexto da Área Metropolitana de Lisboa.
Relançamento do Transpraia
Em simultâneo, a autarquia espera também relançar o comboio Transpraia, de forma a “promover a complementariedade entre os meios de transporte”, disse Inês de Medeiros ao ALMADENSE.
“No âmbito da adaptação ao plano de ordenamento da orla costeira, esperamos poder ter um projeto coerente entre a relocalização de muitos concessionários e o Transpraia, que poderá também servir esses concessionários”, disse, explicando que o canal do Transpraia deverá manter-se. Já o regresso ao centro da Costa da Caparica, só seria possível com uma solução rodoviária, acrescentou.
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