17ª edição do evento que divulga filmes brasileiros decorre de 25 a 29 de julho no Auditório Fernando Lopes-Graça. A entrada é gratuita, mas requer levantamento obrigatório do bilhete.
Está de regresso a Almada a Mostra de Cinema Brasileiro. Entre 25 e 29 de julho, o Auditório Fernando Lopes-Graça, no Forum Municipal Romeu Correia, apresenta a 17ª edição do evento que traz ao público almadense uma seleção de longas-metragens produzidas no Brasil. São dois documentários e quatro dramas em cinco sessões de cinema com entrada gratuita.
“Nheengatu – A Língua da Amazónia” é o primeiro filme a ser exibido – dia 25, pelas 21h. Neste documentário, José Barahona viaja à Amazónia profunda em busca do nheengatu, uma língua que mistura o tupi e outras línguas indígenas com o português. Utilizada pelos nativos na zona alta do Rio Negro, o nheengatu é a prova viva do encontro de dois mundos, e da perda forçada da diversidade cultural devido à colonização.
No dia 26, pelas 21h, há “Que Horas Ela Volta?”, de Anna Muylaert. O filme da realizadora brasileira acompanha Val, uma mulher pernambucana que se muda para São Paulo à procura de uma vida melhor para a sua filha Jéssica, que fica no Nordeste com os avós. Durante 13 anos, Val trabalha como doméstica na casa de uma abastada família e cuida de Fabinho, filho dos patrões. Mas o equilíbrio desta relação, afetiva e laboral, é posto em causa quando Jéssica viaja para São Paulo para tentar ingressar na faculdade. A longa-metragem de Muylaert retrata as desigualdades sociais da sociedade brasileira.
O terceiro filme a ser exibido, pelas 21h do dia 27, é “O Clube dos Anjos”. Inspirado no romance homónimo de Luís Fernando Veríssimo, o realizador Angelo Defanti conta a história do Clube do Picadinho, um grupo de sete amigos que se reúne mensalmente para degustar comida deliciosa, enquanto celebra a amizade que os une. Com o passar dos anos, a vontade para reunir diminui, até à chegada de um misterioso chef, que relembra ao grupo de amigos as razões pelas quais se juntavam anteriormente. O filme de Defanti mistura comida, amizade e gula num thriller cheio de mistério e humor negro.
Na sexta-feira, dia 28, pelas 21h, é a vez de celebrar a vida de “Miúcha, a Voz da Bossa Nova”. O documentário de Liliane Mutti e Daniel Zarvos conta a história de Heloísa Maria Buarque de Hollanda, uma das mais importantes cantoras brasileiras da sua geração. Irmã de Chico Buarque, casada com João Gilberto, pupila de Vinicius de Moraes e companheira de Tom Jobim, Miúcha é um dos maiores nomes da Bossa Nova e também um dos seus maiores segredos. Sempre ao lado dos maiores nomes do género, a cantora e compositora liberta-se neste documentário das sombras dos grandes homens que a acompanharam na vida, retratando a dificuldade de afirmação da artista na sua carreira a solo.
Para encerrar esta edição, no sábado, dia 29, há sessão dupla. Às 17h, “O Lobo Atrás da Porta”: o drama de Fernando Coimbra tem como ponto de partida a investigação do desaparecimento de uma criança. A partir dos depoimentos dos pais, Bernardo e Sylvia, e da amante de Bernardo, o comissário encarregue das interrogações descobre uma rede de mentiras, contradições, vingança e ciúmes que está na base do caso.
Pelas 21h, é exibido “Aos Nossos Filhos”, um filme de Maria de Medeiros, adaptado da peça de teatro homónima de Laura Castro. Neste drama da realizadora portuguesa, questiona-se o que é uma família e reflete-se sobre a maternidade e o passado e presente da realidade política do Brasil, entre as contradições internas de uma corajosa mãe que enfrentou a ditadura militar brasileira, mas que tem dificuldade em aceitar a relação homossexual da filha e o desejo desta de ser mãe através de inseminação artificial.
A entrada é gratuita, mas requer o levantamento obrigatório dos bilhetes, que pode ser feito durante o horário habitual da bilheteira do auditório ou uma hora antes de todas as sessões de cinema. A 17ª Mostra de Cinema Brasileiro tem o apoio da embaixada do Brasil em Portugal.
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