Segunda-feira, Maio 20, 2024
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Utentes querem mais capacidade para bicicletas nos barcos da Transtejo

Grupo de utilizadores entregou uma carta à Transtejo em que pede um aumento do número de bicicletas permitidas por embarcação.

 

Os utilizadores de bicicleta de Almada —nomeadamente os que frequentam a ligação da Transtejo entre Cacilhas e o Cais do Sodré— estão insatisfeitos com o limite imposto nos navios, que só permite transporte para quatro bicicletas. Os utentes das embarcações exigem um aumento deste número e, em protesto, entregaram uma carta aberta à empresa esta sexta-feira, dia 3 de junho, em que se assinala o Dia Mundial da Bicicleta. 

Na carta argumentam que “a opção mais simples para resolver este problema é a Transtejo passar a garantir tripulação suficiente nas horas de ponta. Isto aumentaria o número permitido de bicicletas para 16, o que poderia resolver a curto prazo o problema”. Em segundo lugar, que “a Transtejo adaptar as embarcações atuais, que se prevê que funcionem até 2023, e pedir nova licença, que permita o transporte de bicicletas no espaço existente para o efeito, no porão”.

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Também referem que “os cacilheiros permitem o transporte de mais bicicletas na sala do porão”. No entanto, isso exige “um tripulante extra da Transtejo, que tenha como tarefa apoiar a carga e descargas das mesmas”.

“A utilização da bicicleta aumentou e prevê-se que continue a aumentar nos próximos meses. Aliás,  muitos utilizadores de bicicleta optam por outros meios de transporte na ligação a Lisboa (Fertagus), vêm-se obrigados a deixar as suas bicicletas em Almada. Faria sentido que aumentasse também o foco da Transtejo em garantir espaço suficiente para o transporte de bicicletas nos barcos, que têm um papel tão importante na ligação de Almada a Lisboa”, pode ler-se na carta.

Sobre as novas embarcações adquiridas pela Transtejo, que deverão começar a ser entregues este ano, lamentam que até ao momento não haja informação sobre o número de bicicletas permitido. “Os media reportam que foi pré-aprovada a compra de embarcações pela Transtejo, e que são elétricas, em linha com a estratégia de descarbonização da mobilidade.

Os utentes lamentam ainda que os utilizadores de bicicleta em Almada estejam limitados numa das principais ligações à capital. Por isso, para que o movimento tenha mais impacto, os apelam aos utilizadores afetados para enviarem um e-mail para a Transtejo pedindo o aumento dos lugares para bicicletas tanto nos cacilheiros como na futura frota de catamarãs. Para tais efeitos, sugerem uma minuta de e-mail, disponível aqui.

 

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