Os trabalhadores da WeMob vão avançar para uma greve nos dias 30 e 31 de março e 1 de abril, numa ação de protesto motivada pela falta de acordo com a administração quanto à valorização salarial.
De acordo com o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional (STAL), a paralisação é motivada pela “completa recusa por parte do Conselho de Administração desta empresa em aumentar salários, fazendo a actualização salarial exclusivamente no salário de entrada e apenas na proporção do salário mínimo nacional”.
O sindicato refere que os trabalhadores da empresa responsável pela mobilidade em Almada exigem um aumento salarial de 15%, com um mínimo de 150 euros por trabalhador, sublinhando que já foram apresentadas propostas concretas para alcançar esse objetivo.
Ainda assim, segundo o STAL, o Conselho de Administração da WeMob afirma “não ter condições financeiras para fazer aumentos salariais” e, perante as soluções apresentadas pelos trabalhadores, diz “querer um caminho diferente”.
Para a estrutura sindical, o atual modelo de gestão assenta em “trabalhadores desvalorizados”, criticando igualmente o facto de o contrato-programa manter “o mesmo valor há anos”.
No âmbito desta jornada de luta, estão agendadas várias concentrações. No dia 30 de março, os trabalhadores estarão junto à sede da WeMob, na Avenida 25 de Abril, entre as 10h30 e as 12h. Já no dia 31 de março, a concentração decorre à porta da Assembleia Municipal de Almada, no Jardim da Cova da Piedade, entre as 10h30 e as 12h30. Finalmente, no dia 1 de abril, o protesto terá lugar diante dos Paços do Concelho, também entre as 10h30 e as 12h30.
Segundo o sindicato, para todas as iniciativas foram solicitadas audiências às entidades competentes.




