Presidente da Wemob: “Vamos alargar o estacionamento tarifado a toda a cidade de Almada”

Presidente da WeMob desde janeiro deste ano, Diogo Carrasqueiras Pereira anuncia o alargamento do estacionamento tarifado a todo o concelho, assim como a instalação de cerca de 200 novos parquímetros. Em entrevista ao ALMADENSE, o ex-chefe de Gabinete de Inês de Medeiros, afirma querer dar um novo impulso à empresa, com reforço da transparência e da comunicação com os munícipes. Garante ainda que a Wemob presta “serviço público”, rejeitando a ideia de que exista uma “caça à multa”.

ENTREVISTA ALMADENSE

Por Maria João Morais

O novo regulamento de estacionamento de Almada começou a ser implementado em Almada no ano passado. Que balanço faz até ao momento?

Este regulamento, que foi aprovado em Assembleia Municipal, é como se fosse a nossa lei de bases e está a ser implementado gradualmente. A nossa ambição, para este ano, é implementar a totalidade do regulamento na cidade de Almada.

Isso significa o alargamento do estacionamento tarifado a toda a cidade de Almada? Como será implementado?

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Sim, o regulamento será alargado a toda a cidade, o que significa a expansão do estacionamento tarifado, plano que está neste momento em ascultação pública. Para implementar este regulamento na totalidade são necessários cerca de 200 parquímetros. E recorde-se que, neste momento, em 22 anos de empresa, foram instalados pouco mais de 300 aqui em Almada e na Costa da Caparica.

Portanto, o plano prevê praticamente duplicar o número de parquímetros.

Sim, duplicar a capacidade.

Qual o objetivo do plano de alargamento do estacionamento tarifado?

Um dos objetivos é evitar as desigualdades entre zonas tarifadas e não tarifadas. Temos muitas pessoas que nos pedem a instalação dos parquímetros na sua zona de residência. Por uma simples razão: muitas vezes, as zonas não tarifadas são pressionadas por veículos que vêm de zonas onde foram instalados parquímetros. Importa recordar que os residentes podem obter o dístico e, dessa forma, estacionar na sua zona de residência e na zona adjacente sem custo, mesmo no eixo central, que é uma zona de grande rotatividade.

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Mapa com a proposta de expansão do estacionamento tarifado em Almada. Fonte: Wemob

Como vão adquirir os 200 novos parquímetros?

O modelo de negócio é muito simples: abordámos alguns fornecedores no sentido de perceber se estariam disponíveis para instalar os parquímetros em troca de uma royalty, uma pequena porcentagem de receita. Então será uma coisa relativamente simples porque, caso contrário, implicaria um investimento de alguns milhões de euros e esta empresa, sem recorrer à banca, não teria essa capacidade. Um parquímetro recondicionado custa à volta de 3, 4 mil euros. Novo pode chegar a 7 mil euros.

Após a implementação dos parquímetros, as zonas ficam com uma carga de estacionamento muito inferior. Ou seja, é uma medida que beneficia essencialmente os residentes.

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Disse que muitas pessoas pedem a instalação de parquímetros, mas também há muitas pessoas que rejeitam, que não gostam de ter estacionamento tarifado na sua zona de residência…

A experiência que temos é que, após a implementação dos parquímetros, as zonas ficam com uma carga de estacionamento muito inferior. Ou seja, é uma medida que beneficia essencialmente os residentes. Temos um regulamento para implementar e temos pressão das pessoas para implementar os parquímetros. Por exemplo, no que diz respeito à zona A4 [em Almada Velha], que implementámos recentemente, já neste mandato, tínhamos muita gente pedir-nos para irmos para lá. Nós implementámos e não tivemos grandes reclamações.

Existe entre alguns almadenses a perceção de que a Wemob tem uma abordagem excessivamente centrada na aplicação de multas. Como comenta essa perceção?

Há aí um desconhecimento. Os agentes da Wemob, sendo uma autoridade administrativa, estão muito bem preparados do ponto de vista do conhecimento. Claro que todos podemos cometer erros, e a contestação das contra-ordenações pode ser feita. Deixe-me dizer que há uma coisa que me orgulha muito na Wemob: quando vamos a Tribunal, ganhamos a maior parte das causas. Além disso, é preciso ter em conta que as contra-ordenações não são nem de perto nem de longe a nossa principal fonte de receita. A principal receita vem dos parques de estacionamento e dos parquímetros. Só depois vêm as coimas. E tendencialmente vão diminuir. Tivemos uma redução das receitas de contra-ordenações 2024 para 2025 na ordem dos 15%. Porquê? Porque as pessoas têm os dísticos. Mas o nosso caminho tem sido esse. As pessoas podem pensar isso, mas aqui não há “caça à multa”. Os agentes não têm qualquer incentivo para passar multas. O que nós queremos é fazer bem o nosso trabalho. E fazer bem o nosso trabalho, muitas vezes, pode não ser popular porque as pessoas, em vez de flores e de prémios, vão ter que pagar uma multa. É sempre uma missão desagradável.

As pessoas podem pensar isso, mas aqui não há “caça à multa”. Os agentes não têm qualquer incentivo para passar multas. O que nós queremos é fazer bem o nosso trabalho.

Considera que o trabalho desenvolvido pela Wemob é suficientemente reconhecido pela população?

As pessoas só se lembram da fiscalização quando impacta diretamente nas suas vidas. Quando têm que ir apanhar um voo ou têm um compromisso urgente e não conseguem sair porque têm um carro estacionado à sua frente. Quando um familiar, um amigo chamam uma ambulância e esta não passa porque tem carros mal estacionados… Ou quando os autocarros ou os meios pesados não conseguem passar… A verdade é que só quando há um constrangimento direto na vida da pessoa é que a pessoa valoriza este trabalho.

Alguns munícipes consideram que a fiscalização da Wemob está excessivamente centrada nos parquímetros, deixando para segundo plano outras infrações, como o estacionamento em cima dos passeios ou em segunda fila. Como comenta essa perceção?

Pode ser uma perceção. Não tenho dúvidas que os nossos agentes atuam. Nós não lhes dizemos para focarem numa questão em detrimento de outra. Ao contrário do que se possa imaginar, ninguém tem prémios. Temos duas modalidades de agentes na Wemob: temos agentes de estacionamento e temos agentes de fiscalização que têm uma formação específica, sujeita a exame e comunicada à Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária. As zonas mais pressionadas do ponto de vista do estacionamento são objeto também da nossa intervenção, até para a regulação do trânsito. Nas zonas não tarifadas há um “conflito positivo” de competências. Ou seja, a PSP pode autuar, a Wemob pode autuar e a Política Municipal também poderá a autuar.

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Na sua opinião, há espaço para a Wemob apostar mais na sensibilização e informação dos munícipes?

A nossa presença nas redes sociais também tem a ver com isso: queremos fomentar o lado pedagógico e informativo. Ninguém pode alegar o desconhecimento da lei para se justificar, mas percebemos que as pessoas têm as suas vidas, por isso queremos apostar também no aspeto pedagógico e informativo.

Sabemos que Almada tem um problema estrutural de falta espaço para os veículos existentes, o que acaba por provocar um grande problema de estacionamento abusivo… 

Temos algum défice de espaço em algumas zonas do concelho. Os parquímetros servem precisamente para introduzir rotatividade e aumentar a disponibilidade. Mas temos também uma solução que são os parques de estacionamento, que têm avenças noturnas por 20 euros mensais, da qual beneficiam essencialmente os residentes, e avenças diurnas, para quem trabalha durante o dia, no valor de 30 euros.

Qual a taxa de ocupação dos parques de estacionamento?

Neste momento, os parques cobertos estão todos cheios e temos pontualmente listas de espera para as avenças noturnas.

Isso significa que há uma escassez de lugares nos parques de estacionamento cobertos?

Estão cheios os lugares afetos às avenças, mas deixamos sempre uma bolsa de lugares rotativos. Por exemplo, no Parque da Comandante António Feio temos 110 lugares e, destes, 80 lugares de avenças. Lançámos essas avenças e as pessoas responderam com adesão. Portanto, 80 veículos que estacionavam na parte exterior anteriormente passaram a estacionar dentro do parque. Se me pergunta se há problemas de falta de espaço, eu digo que se fizermos este exercício e analisarmos em cada um dos parques, na zona do eixo central, se há lugares disponíveis, eu diria que se houvesse essa carência não havia lugares disponíveis nos parques. Se me disser: há zonas mais carenciadas que estão mais distantes do eixo central e que carecem de bolsas de estacionamento, face ao crescimento da cidade…

O certo é que continuamos a ver carros estacionados nos passeios, dificultando a circulação de pessoas em cadeira de rodas, com carrinhos de bebé ou de idosos. Como encontrar um equilíbrio entre a necessidade de estacionamento e o direito de todos a usufruir do espaço público sem obstáculos? Considera necessário aumentar a oferta de estacionamento, sobretudo nas zonas mais pressionadas?

Não sei se é necessário aumentar, mas é necessário adequar. Por vezes, o que é necessário é ordenar e isso passa por nós, mas também por uma articulação muito fina com a autarquia. Queremos estar do lado da solução, sempre. Nós não temos a competência de definir o nosso estacionamento, mas articulamos com a Câmara. Partilhamos sistematicamente com a Câmara quais são as necessidades. Nós temos mais de 40 pessoas na rua, devemos ser a entidade que tem mais pessoas na rua, entre fiscais, as pessoas dos reboques, temos as pessoas que andam com os reboques. E depois ainda temos as pessoas que estão com os veículos em fim de vida. O facto de termos mais de 40 pessoas todos os dias na rua permite-nos também reportar situações de sinalização, situações de falhas. Mas Roma e Pavia não se fizeram num dia.

Prevê que este ano a Wemob tenha um resultado positivo?

O resultado da resultado líquido da empresa do ano passado foi positivo em 900 euros, mas foi positivo. Este ano esperamos que volte a ser positivo. Temos que racionalizar e ser mais eficientes. Também temos que ter em conta que quando os novos parquímetros estiverem instalados, vamos ter que ter mais pessoas para fiscalizar, portanto, vamos ter mais encargos do ponto de vista dos recursos humanos.

fazemos serviço público. Todos os nossos serviços são tendencialmente gratuitos, aplicamos preços muito baixos. Mesmo ao nível da Península de Setúbal, temos dos preços mais baixos praticados.

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Interior das instalações da Wemob em Almada. Foto: DR

Há pouco referia que os valores aplicados pela Wemob em avenças, dísticos ou nos parquímetros, são valores bastante baixos quando comparados com o que verifica em outras cidades da área metropolitana.

Sim, fazemos serviço público. Todos os nossos serviços são tendencialmente gratuitos, aplicamos preços muito baixos. Se calhar as pessoas não têm essa percepção. Mesmo ao nível da Península de Setúbal, temos dos preços mais baixos praticados.

Esses valores poderão ser revistos?

Pontualmente podemos fazer pequenas atualizações, mas grandes atualizações passam sempre pelo crivo regulamentar, pela Câmara e pela Assembleia Municipal. Nós vamos sempre focar-nos no serviço. Temos pessoas a trabalhar 24 sobre 24 horas e os parques de estacionamento tendem a ser deficitários.

O contrato-programa com a Câmara de Almada vai ser mantido nos moldes atuais?

O contrato-programa tem vindo a diminuir. Serve para cobrir áreas deficitárias como os parques de estacionamento. Há pessoas que não têm noção das dimensões em que a Wemob atua: somos um agente de mobilidade que atua em todo concelho. Por exemplo, no que diz respeito à recolha de veículos em fim de vida temos atuação concelhia. Temos também a gestão dos pilaretes em Cacilhas, fazemos o Flexibus, que atravessa o concelho. Só com o dinheiro que a Câmara nos transfere, era impossível manter os serviços. Por isso, utilizamos recursos para devolvermos serviços à comunidade. E ordenar o estacionamento é um serviço à população.

Gostaria que a Wemob fosse totalmente autónoma do ponto de vista financeiro relativamente à autarquia.

No que diz respeito às transferências da Câmara, a ideia é que vá diminuindo ou estabilizar?

Eu gostaria muito que a Wemob fosse totalmente autónoma do ponto de vista financeiro relativamente à autarquia. Manter os mesmos níveis de serviço, mas com melhorias de gestão. E, tendencialmente, poderemos ver esta questão do contrato-programa desaparecer. Por exemplo, no caso do Flexibus, há uma transferência de 120 mil euros anuais. Mas o serviço não custa só isso.

As restantes competências também são deficitárias?

Fazemos a gestão e a exploração de cinco parques de estacionamento subterrâneos, pelo qual recebemos 125 mil euros, que não chegariam para assegurar o serviço. É deficitário porque temos que manter estruturas pesadas. Os 40 mil euros que recebemos para fazer a gestão do parque de estacionamento do Parque da Paz também não chegam. Na gestão de pilaretes, recebemos 20 mil euros, por isso, também é uma área deficitária. Também fazemos a remoção de veículos abandonados, para o qual recebemos 155 mil da autarquia. Nós temos três reboques próprios, mas há muitos serviços que nós contratamos fora devido às particularidades dos veículos.

Quantos carros removem anualmente?

No ano passado foram mais de 620. Nesse aspeto, atuamos em todas as freguesias.

Existem em Almada quatro biciparques que são manifestamente insuficientes para a procura. Está previsto algum reforço da oferta?

Tínhamos um problema que era a falta de regulamento. Entretanto, esteve em consulta pública [o Regulamento dos parques de estacionamento de Almada]. Portanto, estamos atentos. Acho que é uma das coisas que, com um novo regulamento, se pode equacionar. Faltava essa regulamentação.

Tendo em conta que, em Lisboa, o sistema de bicicletas partilhadas é gerido pela EMEL, está prevista a implementação de um projeto semelhante em Almada sob gestão da WeMob?

Consideramos essa hipótese. Essa competência também pode passar por nós. Se isso entrar no âmbito do contrato-programa que é feito com a Câmara, nós iremos fazê-lo e iremos fazê-lo bem.

Relativamente ao que foi anunciado para a Fonte da Telha, sobre os dois novos parques de estacionamento de contenção previstos para a Aroeira, na Avenida do Mar, quantos lugares de estacionamento terão?

Serão algumas centenas entre os dois e correspondem àqueles lugares que serão retirados da Fonte da Telha para evitar os problemas de acesso. Portanto, há esse equilíbrio e acho que a solução é boa.

Os parques de estacionamento serão pagos? 

Ainda não tenho essa informação.

Qual será a frequência do vaivém? 

10, 15, 20 minutos. São 3, 4 quilómetros mais ou menos, vai ser mesmo um vaivém. É questão de ir e voltar.

Qual vai ser o número limite de veículos? 

Ainda não temos o número concreto. Mas é sabido que mais de 1000 carros estacionam na Fonte da Telha por dia nos picos de verão. Efetivamente, o desafio é muito grande e exige uma grande articulação entre entidades. Qualquer melhoria que se introduza naquela situação, que é crítica, vai ser uma melhoria. Além disso, deve haver também políticas integradas com os próprios concessionários. Muitos deles já incentivam a utilização ou a partilha coletiva dos carros. Os amigos vão à praia, não levam dois carros. Há concessionários que fazem essas campanhas, que devem continuar.

Vai avançar já nesta época balnear?

Acredito que já esteja implementado nas partes mais críticas de julho e agosto.

 

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5 Comentários

  1. Parece-me sinceramente muitas falta de noção.
    Então o senhor, ainda tem o desplante de dizer que um regulamento municipal é “como se fosse a nossa lei de bases”, bom, para qualquer munícipe , que precisa de se movimentar em Almada, isto não é mais do que tentar justificar a caça à multa, bela maquiagem Sr. Dr.
    Há anos que o município de Almada não faz nada, mas nada mesmo! para garantir acessos e estacionamentos livres para quem realmente precisa, em especial à praias.
    Já para nem falar de serviços.criticos como acessos ao hospital.
    Diga-me um, só um estacionamento livre?
    Isto é claro vai gerar oportunidades fantásticas para estas semi empresas criadas pelo sobrinho do tio.
    Bom, certamente vão fechar todas quando houver um pouco de sendo comum.
    Isto não pode ser feito só a pensar em dinheiro meus caros senhores!!! Têm que repensar todos os ensinamentos que o papá e a mamã deu, já para não falar de princípios morais.
    Portanto, para ser justo, tem que haver justiça, e alguma massa cinzenta. Vamos lá, criem estacionamentos!!!! Avessos, serviços.criticos e munícipes bem servidos!!!
    Mas não! É multas sim caça as multas, chamem as coisas pelos seus nomes.
    Já chega de falsos profetas e falsas empresas que gerem os interesses de apenas alguns, e não dos cidadãos!

  2. Deve ser desta ave rara que saiem as boas ideias de diminuir o tráfego automóvel através de parqueamento pago. É só desculpas ambientais para aumentar a faturação… O que querem é receita, não melhorar a vida dos almadenses ou de quem vai a Almada…

  3. Sou proprietario na av.mfa costa da caparica.mas minha residencia oficial e no estrangeiro.e nao tenho direito de ter uma autorizacao de estacionamento.no ano passado tive que pagar diariamente 4.20 €.me expliquem porque? Se sou proprietario de um imovel.sff me deem uma resposta

  4. Deixo aqui a minha admiração pelo facto do não reconhecimento à caça à multa. Desde que as multas aparecem para pagamento sem que exista um prévio aviso informando o porquê dessa multa de estacionamento. Tiram fotos, mas não dão a informação dessa foto. Essa multa, é dada dias ou semenas depois, sem que se possa comprovar que se tirou o título de pagamento. No mínimo, deveria de ter escrito no título de pagamento, a informação de o guardar por um certo tempo, para que pudesse fazer prova e evitar a tal multa. Por exemplo: Fui notificado no pagamento de uma multa no valor de 30Eur, em que sei que paguei no parquímetro, o estacionamento e agora, como vou provar? É normal, uma pessoa no fim do dia, deitar fora os papeis, como advinhar que passado uma ou duas semanas, aparece uma multa de falta de pagamento?
    Se isto não é caça à multa, se não é um assalto ao bolso do cidadão, que nome se dará?…

  5. Eu evito levar o meu automóvel para o Centro de Almada. É um autêntico inferno, e Almada nao foge a regra das cidades que foram deixando construir em todo o lado e com predios de uma altura assustadora. Depois queixam-se que não há qualidade de vida nos centros das cidades. Os responsáveis camarários são cumplices deste desordenamento do território

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