Grande Lisboa. Concurso para transporte público rodoviário lançado a 18 de fevereiro

Concurso para o serviço de transporte rodoviário na Grande Lisboa prevê um aumento médio da oferta na ordem dos 43%. Em Almada o reforço poderá ser ainda maior.

 

A Área Metropolitana de Lisboa (AML) lança hoje, dia 18 de fevereiro, o concurso para a aquisição do serviço público rodoviário na região, que inclui o transporte de passageiros em Almada, atualmente assegurado pela Transportes Sul do Tejo (TST).

Depois da redução dos preços dos passes, o novo concurso pretende garantir o aumento significativo do serviço no transporte rodoviário, em especial “dentro e fora das horas de ponta, ao fim-de-semana e à noite”, adiantou Carlos Humberto, primeiro-secretário da AML em entrevista ao ALMADENSE. Em média, a subida na oferta será na ordem dos 43%, mas há concelhos (nos quais se inclui Almada) que deverão crescer mais, explicou o responsável.

Com uma abrangência de sete anos, a concessão será dividida em quatro lotes (dois na margem norte e dois na margem sul), sendo que o mesmo operador poderá ganhar mais do que um lote.

O objetivo é que no final deste ano “esteja na rua” a marca Carris Metropolitana, que vai englobar todas as empresas de transporte público a operar nos 18 concelhos da Grande Lisboa num sistema único e integrado. “Todos terão a mesma imagem”, destaca Carlos Humberto, ressalvando que a “marca do operador respetivo” também estará visível nos futuros veículos.

 

“Grande reforço do investimento municipal”

Para além da verba procedente do Orçamento de Estado, para garantir o aumento na oferta rodoviária, também o investimento municipal será alvo de “grande reforço”, sublinha o primeiro-secretário da AML. Assim, depois de, no seu conjunto, os municípios terem alocado 25 milhões de euros para o sistema de transportes em 2019, este valor “vai subir para 31 milhões em 2020 e, se necessário, para 43 milhões a partir de 2021”, adianta Carlos Humberto.

Quanto aos detalhes do concurso, serão conhecidos no dia 18 de fevereiro. Sem dar detalhes sobre as condições, o responsável adianta que serão “exigentes”, mas ao mesmo tempo “razoáveis”, de forma a “permitir a sustentabilidade” das empresas. “Não queremos empresas deficitárias”, garante.

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