Governo lança novo Plano Integrado de Almada que prevê a construção de 1169 habitações

Está previsto um investimento de mais de 165 milhões de euros em habitação acessível no concelho. Ministro Pedro Nuno Santos descreve arranque do projeto como “histórico”.

 

O Governo lançou esta quarta-feira, dia 16 de novembro, a primeira obra no âmbito do novo Plano Integrado de Almada (PIA), que prevê a construção de um total de 1169 habitações de renda acessível no concelho, distribuídas por 14 empreitadas. O investimento ascende a mais de 165 milhões de euros, procedentes do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

A apresentação do plano contou com a presença do ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, que classificou o arraque do projeto como “histórico”. As novas habitações serão dirigidas às classes médias, ou seja, a uma população com rendimentos intermédios, referiu o governante, citado pela agência Lusa.

A primeira obra lançada prevê a construção de 24 habitações em Alcaniça, no Monte da Caparica, num investimento de cerca de quatro milhões de euros, a cargo do Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU). O plano habitacional tem ainda em vista a construção de outras 28 habitações na Quinta do Olho de Vidro e de 156 em Alfazina. No seu conjunto, as três primeiras empreitadas representam um investimento de 31 milhões de euros.

 

Primeira empreitada em 40 anos

“É a primeira empreitada de habitação de construção de raiz do IHRU, do Estado português, desde há mais de 40 anos. É por isso que é histórico, porque significa a mudança de paradigma da resposta em matéria de política de habitação em Portugal”, afirmou Pedro Nuno Santos.

Recordando que durante décadas não houve por parte do Estado português uma verdadeira política pública de habitação, o governante admitiu que o país enfrenta agora as consequências dessa lacuna. “Vivemos um problema difícil, dramático, em matéria de habitação. É dos maiores desafios que Portugal enfrenta nas famílias carenciadas, mas também na classe media”, referiu o responsável.

Pedro Nuno Santos lembrou ainda que em Portugal apenas 2% do parque habitacional é público, um valor muito abaixo de outros países europeus, onde essa fatia chega a atingir os 30%. “Era claro que tínhamos de mudar de forma radical a resposta do Estado em matéria de habitação e tínhamos de ser capazes de fazer com a habitação o que fizemos desde o 25 de Abril com a escola pública, a saúde pública e o sistema nacional de pensões“, afirmou o governante, citado pela Lusa.

Na cerimónia de apresentação estiveram também presentes a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, a secretária de Estado da Habitação, Marina Gonçalves, a presidente do IHRU, Isabel Dias, e a presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros (PS).

 

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2 Comentários

  • Novembro 17, 2022 at 9:18 am
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    Agradecíamos que deixassem de construir bairros sociais sobre bairros sociais. As zonas já são más e ainda querem piorar ao juntar mais problemas. E as pessoas que vivem na zona e não dependem das habitações sociais? Porque motivo têm de sofrer com uma maior degradação das zonas com mais gente problemática? Estamos a tornar a zona do Monte de Caparica uma autêntica favela brasileira que até mesmo a polícia começa a ter medo de entrar, são assaltos e violência gratuita
    e ainda vamos aumentar os bairros porque pelos vistos acham que é uma zona quase Aroeira. Ideias a mais, péssimas soluções, estes últimos governos autárquicos tem sido um autêntico nojo.

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    • Novembro 17, 2022 at 4:57 pm
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      Boa tarde Sr André. Não me custa nada dizer que concordo consigo mas temos que ter esperança e fazer alguma coisa para que isso que expõe não aconteça.

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