Sol da Caparica 2025: o regresso dos Da Weasel a Almada num cartaz onde reina a música em português

10.ª edição do evento arranca esta quinta-feira e tem como grande destaque o primeiro concerto “em casa” dos Da Weasel desde o regresso aos palcos da banda. “Estamos numa ansiedade fora do normal”, dizem.

 

Foi no calor do Parque Urbano da Costa da Caparica que foi oficialmente lançada a edição de 2025 do festival O Sol da Caparica. Num ano que marca a 10.ª edição do evento, o cartaz de quatro dias reflete uma aposta forte nos artistas nacionais e na lusofonia, naquele que, diz a organização, constitui “o melhor cartaz de sempre” do festival e que tem a sua apoteose no sábado, dia 16 de agosto, com o regresso a Almada de uma banda que é um marco cultural dos anos 90 e 2000: os Da Weasel. 

“Era quase inevitável os Da Weasel virem aqui tocar. Temos uma ligação muito forte a Almada, ensaiamos aqui, fazemos muita da nossa vida aqui”, destacou Carlão, em resposta ao ALMADENSE, durante o evento de apresentação do festival, que decorreu esta terça-feira. É precisamente nesse elo à cidade que ganha ainda mais significado a participação da banda na edição de 2025 d’O Sol da Caparica, que se realiza de 14 a 17 de agosto, no Parque Urbano da Costa da Caparica.

Uma ligação marcou desde sempre a evolução do grupo, que se estreou em meados da década de 90 e, nos anos seguintes, construiu um percurso que a consagrou entre os maiores atos do hip-hop português. E que se mantém ainda hoje, apesar dos elementos da banda viverem em sítios diferentes. “É o meu caso, que moro em Lisboa, mas trabalho em Almada, venho para cá todos os dias”, afirmou Carlão, destacando o significado especial deste que será o primeiro concerto “em casa” desde o regresso aos palcos, em 2022.

Para assinalar a ocasião, a banda diz estar a preparar “um espetáculo completamente diferente” dos que deram até agora. “Em termos cénicos, de desenho de luz, toda a estrutura foi desenhada de raiz. Vamos trazer coisas old school, que desde antes da nossa pausa não andávamos a tocar e que as pessoas não ouvem há bastante tempo. É um exercício que nos está a dar um gozo tremendo”, revelou aos jornalistas João Nobre / Jay Jay. Ao mesmo tempo, admitiu que a ocasião traz consigo uma pressão acrescida. “Estamos numa ansiedade fora do normal. Vamos tocar em casa, vão estar os nossos vizinhos, os amigos e a família”, confessou.

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De resto, ainda que este seja o primeiro concerto no concelho desde a “reunião” do grupo, que se separou em 2010, não é o primeiro evento relacionado com a banda a vincar a sua ligação a Almada – em 2023, a exposição Da Weasel – A História, registo do percurso do grupo, pôde ser visitada no Almada Forum, local onde no mesmo ano também foi apresentada a biografia dos Da Weasel “Uma Página na História”.

 

Um festival acessível e em português

A aposta deste ano, com um elenco de nomes constituído inteiramente por artistas lusófonos, traduz-se num feedback que a organização diz estar a ser muito positivo. Além dos Da Weasel, o cartaz inclui ainda artistas como Plutónio, Dillaz, Richie Campbell, Nininho Vaz Maia, Soraia Ramos, Wet Bed Gang, Julinho KSD ou Bispo, entre muitos outros. 

Estamos com uma expectativa muito elevada, a procura está a ser muito grande, e estamos a preparar o festival para que as pessoas venham com o maior conforto possível”, disse ao ALMADENSE André Sardet, músico que desde o ano passado é também diretor artístico do festival.

Para o vocalista dos Da Weasel, este caráter lusófono é também um motivo de orgulho particular. “O Sol da Caparica, para lá desse grande pormenor de ser realizado onde é, também tem algo que nos diz muito, que é este privilegiar da música portuguesa e da lusofonia, de mostrar que é possível fazer um cartaz de quatro dias só com artistas lusófonos. É um festival super-familiar, muito completo, uma pessoa sente-se em casa aqui”, disse Carlão.

Naquele que é o segundo ano à frente do festival, a atual organização diz ter procurado “melhorar o conceito” que começou a implementar em 2024. Tal traduz-se num reforço do conforto para quem visita, com um redesenhar do recinto, um aumento da segurança, casas de banho e pontos de venda de comida, assim com a aposta em novos formatos como o novo Palco Digital, com curadoria da conhecida dupla de youtubers Os Primos, que também estiveram na apresentação. “Isto foi só uma desculpa para vir ver os Da Weasel”, brincou Iuri Pina.

O conceito estende-se também a uma noção de acessibilidade ao nível do preço, de um festival que pretende ser comportável para a generalidade do público. “Podíamos ter subido mas achámos que não era adequado, temos noção das dificuldades que as famílias estão a passar hoje em dia. Por isso, mantivemos os preços e demos mais possibilidades, criámos o bilhete de dois dias que permite às pessoas virem dois dias à escolha, para não ficarem reduzidas ao passe diário ou ao de quatro dias”, justificou André Sardet.

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O resultado, diz, é uma edição que tem tido “uma procura muito grande” e uma adesão significativa por parte do público. “Não somos nós, é o público que diz que este é o melhor cartaz de sempre do Sol da Caparica, e acho que era importante celebrar a décima edição desta forma”, afirmou o diretor do festival.

Os bilhetes ainda estão à venda e podem ser adquiridos online na plataforma MEO Blueticket.

 

Sol da Caparica 2025: cartaz completo inclui Julinho KSD, Bispo e Richie Campbell

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