Público escolhe peça de Édouard Louis como “espectáculo de honra” do Festival de Almada

A 38ª edição do Festival de teatro de Almada terminou no domingo.

 

A peça “Quem matou o meu pai”, do dramaturgo francês Édouard Louis, foi escolhida como “espetáculo de honra” pelo público da edição deste ano do Festival teatro de Almada. Desta forma, a peça será novamente apresentada em 2022, anunciou hoje a Companhia de Teatro de Almada (CTA), que organiza o certame.

De acordo com a promotora do festival, a peça de Édouard Louis ficou à frente de “Miguel Molina a nu”, de Ángel Ruiz, com encenação de Félix Estaire, e “Hipólito”, de Eurípides, com encenação de Rogério de Carvalho. A 38.ª edição do Festival de Almada terminou no domingo, e “Quem matou o meu pai” contou com estreia no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, com encenação do belga Ivo van Hove e interpretação do holandês Hans Kesting.
A peça inspira-se na vida do pai do escritor, um operário da indústria pesada francesa, e foi escrita em 2018, na sequência de uma vista que Édouard Louis lhe fez, em que o encontrou “chocantemente irreconhecível”, lê-se no texto de apresentação da obra no programa do Festival de teatro.

No âmbito do Festival foram ainda reconhecidos os melhores textos jornalísticos sobre a edição de 2020, tendo sido atribuído o Grande Prémio Carlos Porto a Manuel Xestoso, do jornal galelo Nòs Diário. Tommaso Chimenti, do Recensito (Itália), e Gonçalo Frota, do Público, também foram distinguidos nas categorias de imprensa especializada e imprensa generalista, respetivamente.

O Festival de Almada é organizado anualmente pela Companhia de Teatro de Almada (CTA) e pela Câmara Municipal de Almada.

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