Festival Sementes celebrou 25ª edição com sessões esgotadas

Adesão do público à edição deste ano do Sementes “demonstra uma necessidade muito grande de fruição da cultura, da arte e do convívio”, acredita o diretor do festival.

 

O Festival Sementes terminou no passado fim-de-semana com todas as sessões esgotadas. Embora a situação pandémica tenha obrigado a reduzir o número de espetáculos e de público, o Teatro Extremo (que organiza o certame) mostra-se satisfeito com a adesão dos espetadores. “Ao nosso público, que lotou por completo as várias sessões do Sementes, o nosso muito obrigado”, afirmou Rui Cerveira, diretor do Festival Sementes, ao ALMADENSE.

Para o responsável, a resposta do público ao Festival, que teve lugar entre os dias 24 de julho e 2 de agosto, foi “um ato de coragem, mas também uma manifestação de confiança e sobretudo uma mensagem encorajadora para nós que trabalhamos nas artes e na cultura”.

Na celebração dos 25 anos do festival, que privilegiou os espaços abertos, como o jardim do Museu da Cidade (na Cova da Piedade, em Almada), o Teatro Extremo apresentou diversos espetáculos de teatro, marionetas, música ou palhaços para toda a família. Destaque para Fernando Mota, com dois espetáculos – “MAPA”, criado a partir de textos originais, de poesia oral de mulheres afegãs e de sonoridades de África e do Médio Oriente e “Hárvore”, performance de música e de artes plásticas que conta com instrumentos construídos pelo próprio artista. As companhias niMú (Espanha) e Trio Trioche (Itália/França) marcaram o cariz internacional do espetáculo com dança, circo e clown musical. O festival contou ainda com António Ângelo Vasconcelos para discutir o papel do Sementes na construção de uma cidade e cidadania mais culta, democrática e cosmopolita.

Para Rui Cerveira, esta edição do Sementes contribuiu ainda para um regresso à normalidade. “Tendo em conta as normas da DGS para as atividades culturais, normas de distanciamento e higiene, o público sentiu-se seguro e aderiu, manifestando o seu desejo de voltar a uma normalidade que, não sendo a mesma, demonstra uma necessidade muito grande de fruição da cultura, da arte e do convívio, da troca de ideias”, declara. Em cumprimento das normas da Direção-Geral de Saúde, a organização, adotou medidas de segurança que incluíram a lotação limitada em todos os espaços, o uso obrigatório de máscara ou a higienização das mãos.

 

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