Festival de teatro 2025: Édouard Louis e Thomas Ostermeier de regresso a Almada

Escritor francês e diretor de teatro alemão juntam-se em 2025 a nomes já confirmados como Joël Pommerat, Carlo Colla e Figli ou a companhia francesa Baro d’Evel. Assinaturas já estão à venda.

 

O Festival de Almada 2025 conta com o regresso de alguns dos criadores estrangeiros que mais se destacaram junto do público português nos últimos anos. Ao todo, o certame apresenta 12 criações internacionais e oito nacionais, distribuídas por nove palcos entre Almada e Lisboa. Este ano, a programação mantém o equilíbrio entre propostas vindas de fora e produções portuguesas, numa edição que volta a juntar nomes já conhecidos e novas criações.

A programação completa do 42.º Festival de Almada, que acontece entre 4 e 18 de julho, só é apresentada a 18 de junho, mas algumas das novidades daquele que é um dos mais importantes eventos da época teatral nacional já vão sendo anunciados.

Thomas Ostermeier e Édouard Louis são dois dos nomes de peso desta edição, trazendo a Portugal e ao Teatro Municipal Joaquim Benite (TMJB) “História da Violência”, a 9 e 10 de julho, exploração da relação de França com as suas ex-colónias a partir da obra do segundo, e uma das criações mais aclamadas dos últimos anos por parte do prestigiado coletivo Schaubühne Berlin, que Ostermeier dirige desde 1999.

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A mais recente “leva” de anúncios inclui ainda a nova criação da “companhia da casa”, a Companhia de Teatro de Almada (CTA), que vai estrear no festival “Um Adeus Mais-que-Perfeito”, do austríaco Peter Handke, Prémio Nobel da Literatura.

Anunciado no início do ano estava já a apresentação de “Marius”, criação inspirada nos escritos de Marcel Pagnol que nasceu de uma colaboração entre Joël Pommerat e uma prisão na Provença, onde dirigiu uma formação teatral. Sobe ao palco do TMJB a 13 e 14 de julho.

Há ainda “La Tempesta”, da companhia italiana de marionetas Carlo Colla e Figli, eleita pelo público na edição de 2024 do Festival de Almada como Espetáculo de Honra para regressar este ano. Já o Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa, vai receber a companhia francesa Baro d’Evel com a peça “Qui Som?”, no âmbito da sua parceria com o festival.

A venda do passe de assinatura geral, com um custo de 100 euros (80 para membros do Clube de Amigos do TMJB) e que garante acesso aos 20 espetáculos pagos do festival, já está em andamento nos pontos nos locais habituais, podendo ainda ser adquirida no site da CTA.

 

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