Projeto pretende “apresentar a Trafaria à Grande Lisboa. Queremos que o Tejo não seja uma fronteira, mas sim uma ponte”, diz ao ALMADENSE a criadora do podcast.
“A Trafaria tem uma movida artística e cultural muito interessante e pouco falada. Do rap ao fado, há muito para contar sobre este território tão valioso”. É com este entusiasmo que a artista Marta Miranda dá o mote para o novo podcast “Contos da Trafaria”, que pretende divulgar a história da freguesia, dando voz aos protagonistas da forte atividade “cultural, associativa e artística que se vive na Trafaria”.
A estreia acontece esta terça-feria, dia 21 de Março, com o lançamento do primeiro episódio, que terá como protagonista “João, o Professor de Música”. No total, serão 12 os episódios e outros tantos os protagonistas do podcast, que contam na primeira pessoa um pouco da história das terras da Trafaria. “12 vidas que tomam em mãos a sua região, que a refletem e transformam, através da cultura, da arte e mesmo da investigação”, destaca a apresentação do projeto.
O objetivo passa por “apresentar a Trafaria à Grande Lisboa”, conta Marta Miranda ao ALMADENSE. “Devíamos conhecer-nos mais e, por isso, importa lembrar que a Grande Lisboa também é a margem sul. Queremos que o Tejo não seja uma fronteira, mas sim uma ponte”, sublinha a artista, também voz e direção artística do projecto musical OqueStrada.
“Contos da Trafaria” nasceu no âmbito do T-Factor, um projecto da Universidade Nova de Lisboa que tem como objetivo reverter as condições de abandono e negligência das zonas históricas nas áreas urbanas. Na Trafaria, o programa tem por base a reconversão do antigo Presídio no novo Instituto de Artes e Tecnologia.
Há 20 anos que Marta Miranda trabalha o território de Almada, inspirada pelas características únicas desta área geográfica, entre o urbano e rural. Nesta região, desenvolveu vários projetos relacionados com as histórias de moradores e de lugares com memória.
Antes deste novo podcast, a artista tinha lançado o “Vadiagens”, um projeto móvel que levou fado ambulante pela freguesia da Trafaria. Agora, com “Contos da Trafaria”, Marta Miranda pretende questionar “de que forma podem as artes, a cultura e a tecnologia reabilitar as nossas cidades”.
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