A Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea, situada em Almada Velha, inaugura este sábado, 18 de julho, às 18h, uma nova temporada de exposições que ocupa vários espaços do edifício até 22 de novembro. Sob curadoria de Cláudia Ramos, a programação reúne trabalhos de Rui Calçada Bastos, Edgar Massul, Catarina Gentil e um núcleo documental dedicado ao artista Pedro Morais.
Com curadoria de Cláudia Ramos, esta temporada apresenta “obras que pedem tempo: para ver, para entrar na sombra, para ler o arquivo, para escutar o jardim”, refere a Câmara de Almada em nota de imprensa. A autarquia refere ainda que as exposições estabelecem uma relação próxima com os diferentes espaços da Casa da Cerca, “entre interior e exterior, memória e presença, obra e mundo”.
Na Galeria Principal é apresentada a exposição “Segundo Sono”, de Rui Calçada Bastos, composta por pinturas, esculturas, desenhos e fotografias que exploram “estados de suspensão, transição e elevação”. De acordo com a informação divulgada, o artista constrói um universo onde o quotidiano ganha contornos ambíguos, cruzando temas como a presença e a ausência, a vigília e o sonho.
A Cisterna acolhe “Outra Sombra”, uma instalação criada especificamente por Edgar Massul para aquele espaço. A obra propõe uma experiência marcada pela penumbra, pelo silêncio e pela contemplação, recorrendo à luz natural e a materiais como troncos de Acacia dealbata, uma espécie invasora, e tecidos de linho usados, introduzindo também uma reflexão sobre o ambiente e o tempo.
Já na Galeria do Pátio, Catarina Gentil apresenta “O meu suspiro é uma nuvem da Terra”, uma exposição centrada em matérias associadas ao abrigo, à pele e ao jardim. Segundo a nota da autarquia, a artista explora “uma forma de estar no mundo” através da fragilidade, entendida não como vulnerabilidade, mas como possibilidade de relação com aquilo que nos rodeia.

Na Sala de Leitura do Centro de Documentação e Investigação Mestre Rogério Ribeiro estará patente “Cada dia é um novo rio”, dedicada ao artista plástico Pedro Morais. A exposição reúne documentação cedida pelo Banco de Arte Contemporânea, incidindo sobre o projeto pedagógico Atelier Livre AT.RE, desenvolvido entre 1979 e 1994. O objetivo passa por revisitar o arquivo como espaço de experimentação, partilha e transmissão artística.
A Câmara Municipal de Almada destaca ainda que esta nova temporada aproxima “práticas onde o visível se torna instável, a matéria ganha respiração, o arquivo se abre e o jardim se oferece como lugar de contemplação”, convidando os visitantes a uma experiência de observação e descoberta.
As quatro exposições podem ser visitadas até ao dia 22 de novembro de 2026.
Texto: Marta Rodrigues



