Garcia de Orta: taxa de ocupação de doentes covid nos 95%

Em caso de necessidade adicional, o hospital admite a possibilidade de estabelecer protocolos com privados para a contratualização de camas de cuidados intensivos. 

 

O Hospital Garcia de Orta (HGO), em Almada, encontra-se sob forte pressão devido ao agravamento da situação pandémica, tendo atingido uma taxa de ocupação de doentes covid-19 de 95% e uma percentagem de ocupação total de 91%. A informação foi revelada ao ALMADENSE por fonte hospitalar, que adiantou que a unidade regista atualmente um total de 123 doentes internados com covid-19, “dos quais 105 internados em enfermaria e 18 doentes em unidades de cuidados intensivos”.

Tendo em conta este cenário, o HGO reforçou a capacidade dos cuidados intensivos em quatro camas, atingindo agora um total de 28. Desse conjunto, “19 destinam-se ao tratamento de doentes positivos para a infeção por SARS-COV-2 e as restantes destinam-se a doentes não covid”, explicou o Gabinete de Comunicação daquela unidade hospitalar.

Em caso de “necessidade adicional e uma vez esgotada a capacidade de articulação regional”, o hospital não exclui a possibilidade de “vir a estabelecer protocolos com unidades privadas de saúde para a contratualização de camas de cuidados intensivos”.

Nas últimas oito semanas, o HGO “tem mantido uma média diária de 90 a 100 camas destinadas a adultos positivos para a COVID-19, em enfermaria”, adiantou ainda fonte hospitalar.

Desde o início da pandemia que o Hospital que serve os concelhos de Almada e Seixal tem vindo a adotar outras medidas para tentar dar resposta e “melhorar o acesso à prestação de cuidados” tanto para doentes covid como não covid, garante a unidade. Neste sentido, a unidade de cirgurgia foi transformada em unidade de cuidados intensivos (UCI) “para dar resposta a doentes infetados pelo SARS-Cov-2” e foram criados “seis quartos individuais de pressão negativa que permitem uma gestão flexível, de acordo com as necessidades”.

De acordo com a mesma fonte, foram ainda efetuadas “obras de melhoria, na ordem dos 400 mil euros para aumentar a capacidade na UCI para doentes covid e não covid” e foi investido meio milhão de euros em equipamento.

Tendo em conta as limitações, “tem sido o empenho e a dedicação de todos os profissionais que trabalham no HGO o fator determinante para assegurar as soluções adequadas aos doentes que servimos”, sublinha a unidade hospitalar.

 

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