Autárquicas: sondagem aponta para empate técnico entre PS e CDU em Almada

Estudo publicado pelo Expresso e SIC atribui a vitória à atual presidente da Câmara, Inês de Medeiros, mas com uma diferença de apenas um ponto percentual sobre a candidata da CDU, Maria das Dores Meira.

 

A primeira sondagem publicada sobre as autárquicas em Almada aponta para uma dura batalha eleitoral em entre as candidatas do PS e CDU. De acordo com o estudo levado a cabo pelo ISCTE e ISC para o Expresso e SIC, a atual presidente da Câmara, Inês de Medeiros voltaria a dar a alcançar a vitória, com 34% das intenções de voto.

Depois de arrebatar a autarquia aos comunistas em 2017 por menos de 500 votos, Medeiros mantém-se à frente da CDU com uma diferença de apenas um ponto percentual. A candidata Maria das Dores Meira (que atingiu o limite de três mandatos na Câmara de Setúbal pela CDU) coloca-se muito perto dos socialistas, com 33% nas intenções de voto.

 

Também o Bloco de Esquerda poderá apresentar um reforço da votação em Almada. Se há quatro tinha eleito uma vereadora (Joana Mortágua) com 9,6%, o partido poderia agora alcançar os 11%. A confirmar-se o resultado, o BE ficaria empatado com a coligação de direita, que une PSD, CDS, Aliança, MPT e PPM, também com 11%.

Agendadas para o próximo dia 26 de Setembro, as eleições autárquicas deverão marcar também a estreia de novas formações políticas em Almada. O Chega (Manuel Matias) poderá alcançar 5% dos votos, enquanto que a Iniciativa Liberal (Bruno Coimbra) pode chegar aos 3%.

Segundo a mesma sondagem, a grande maioria dos inquiridos aprova a gestão socialista levada a cabo no último mandato. 63% consideraram que Inês de Medeiros fez um bom trabalho, 5% muito bom, enquanto que 21% classifica como mau e 6% muito mau.

No entanto, “muito ainda pode mudar daqui até Setembro”, recordou o sociólogo Pedro Magalhães em declarações à SIC Notícias. Responsável pela sondagem, o académico frisou que “um em quatro dos entrevistados mostra-se indeciso”, sendo que a hesitação é maior junto dos eleitores do PS do que no campo dos apoiantes da CDU, “onde não há indecisão”.

 

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