A Fonte da Telha, a Cova do Vapor e a Costa da Caparica estão entre as zonas identificadas pelo Governo como prioritárias para intervenções de combate à erosão costeira e de adaptação do litoral às alterações climáticas, no âmbito do Programa de Ação para a Resiliência do Litoral 2040 (PARL 2040).
O plano prevê um conjunto de medidas, entre as quais a demolição de construções em áreas costeiras vulneráveis, o reforço da defesa do litoral ou a alimentação artifical de praias, com o objetivo de reforçar a proteção das populações e aumentar a resiliência da costa.
Segundo o despacho publicado esta terça-feira, 14 de julho, em Diário da República, uma das principais intervenções previstas no âmbito do PARL 2040 incide sobre a Fonte da Telha, onde está previsto um investimento de cerca de 9 milhões de euros para o “restauro ecológico” dos sistemas dunares. Para esta zona, o plano contempla ainda a “retirada de construções”, através da “demolição e remoção de estruturas localizadas em Faixa de Salvaguarda”.
De igual forma, pretende-se também implementar um “reforço do cordão dunar entre a Cova do Vapor e a Costa de Caparica e entre a Praia da Saúde e a Praia do Infante”, a realizar-se entre 2025 e 2030, numa intervenção que conta com uma dotação de cerca de 4,7 milhões de euros.
Na Cova do Vapor, o plano prevê igualmente intervenções de “demolição e remoção de estruturas” no aglomerado urbano, bem como a “renaturalização da área, incluindo a implementação de ações de retirada planeada”, num investimento estimado em 362 mil euros.

Já nas praias de São João da Caparica e a Costa da Caparica, o plano do Governo prevê “intervenções em estruturas de defesa costeira”, nomeadamente a “reabilitação dos esporões e das obras longitudinais aderentes”, num investimento global que ascende aos 22,1 milhões de euros. Além disso, o despacho pretende “aumentar a cota de coroamento da Marginal da Costa da Caparica” (ou seja, elevar a altura do paredão), através da construção de muretes de betão, no valor de 500 mil euros.
No âmbito do PARL 2040, as praias da Costa da Caparica e de São João da Caparica deverão também voltar a receber intervenções relacionados com a alimentação artificial de areia, num investimento global de 30 milhões de euros, a realizar entre 2025 e 2030.
O plano do Governo pretende ainda criar vários parques de estacionamento, nomeadamente nas praias da Saúde, da Mata, da Riviera, da Rainha, do Castelo, da Cabana do Pescador, do Rei, da Sereia, do Infante, da Nova Vaga, da Bela Vista e da Fonte da Telha, cada um com uma dotação de perto de 1 milhão de euros, bem como a “criação de acessos pedonais”.
Ampliação do Transpraia e estabilização de arribas na Boca do Vento

Para além das praias, o Programa de Ação para Resiliência do Litoral 2040 (PARL 2040) também pretende implementar obras no espaço público da Costa da Caparica, que incluem “intervenções de valorização e qualificação”, nomeadamente no bairro do Campo da Bola, num investimento que supera os 4 milhões de euros. Prevê-se ainda a “instalação de barreiras dinâmicas e cortina de vegetação”, no valor de 1,4 milhões de euros.
No domínio da acessibilidade e da mobilidade, o PARL 2040 prevê uma dotação de seis milhões de euros para a “ampliação da estrutura ferroviária do Transpraia”, o comboio turístico que fazia a ligação entre a Costa da Caparica e a Fonte da Telha. Paralelamente, o programa contempla ainda a “criação de uma ciclovia na Rua Parque de Campismo”, num investimento de 162 mil euros.
Entre o amplo conjunto de intervenções previstas no concelho de Almada, está ainda planeada a “requalificação ambiental de área ocupada por Parques de Campismo e restauração ecológica do sistema dunar frontal”, num investimento de 1,8 milhões de euros.
No âmbito do PARL 2040, está ainda prevista a “estabilização das vertentes no estuário do Tejo no troço entre o Largo da Boca do Vento e a Rua do Ginjal”, uma intervenção com um investimento global de pouco mais de 3 milhões de euros.
Finalmente, o programa pretende implementar “ações de monitorização do restauro ecológico”, dos recursos marinhos e da “zona costeira e de riscos associados às alterações climáticas” e, ainda, a produção de vários estudos relacionados com a preservação da orla costeira e das praias.
As diversas intervenções previstas no concelho de Almada até 2040, classificadas pelo PARL, na sua maioria, como de elevada prioridade, ficarão maioritariamente a cargo da Câmara Municipal de Almada. O programa atribui ainda responsabilidades à Agência Portuguesa do Ambiente (APA), às Infraestruturas de Portugal (IP), à APL – Administração do Porto de Lisboa, ao ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e à CCDR LVT – Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, entre outras entidades.
O plano global prevê numerosas intervenções em todo o país relacionadas com a orla costeira e com as praias, com o objetivo de implementar uma política “centrada na gestão integrada da zona costeira e na proteção do litoral”, contribuindo dessa forma para a coesão territorial, e “promovendo um desenvolvimento sustentável tanto do ponto de vista económico como ambiental”.
Câmara de Almada vai instalar “barreiras dinâmicas” na arriba da Costa da Caparica




Sim sim e o penajoia também vai abaixo….??
E as Infraestruturas vão acompanhar estes investimentos?
E os inúmeros parques de campismo (favelas residenciais) vão definitivamente sair do centro da Costa de Caparica?
Será que esta noticia não é uma operação de “charme” para voltarmos todos a acreditar na senhora que está de saída da Câmara e os seus camaradas
do SMAS?
Então não é verdade que os parques de campismo têm que sair…certo?
Eles querem é converter a fonte da telha num condomínio, como aconteceu no passado mas os terrenos têm dono
As pessoas tem suas escrituras e pagam seus impostos